O setor alimentício enfrenta uma crise cada vez maior devido ao alto consumo de energia, especialmente no armazenamento refrigerado, que exige muita eletricidade. Pequenas falhas no fornecimento já causam perdas globais de alimentos que chegam a 13%, um impacto enorme para a segurança alimentar.
Além disso, a cadeia alimentar é responsável por até 30% das emissões de gases que agravam o efeito estufa, enquanto a demanda por energia cresce com setores como data centers e inteligência artificial. Para mitigar esses problemas, surgem as microrredes, que usam energia renovável e armazenamento local para garantir um fornecimento mais seguro e sustentável.
No Brasil, grandes empresas do segmento alimentício já investem nessas soluções para reduzir custos e diminuir a pegada de carbono. O mercado global de microrredes deve crescer muito até 2030, sinalizando a urgência de respostas energéticas eficazes para o setor alimentar adaptado às mudanças climáticas.
O setor alimentício enfrenta um desafio crescente devido à alta dependência de energia. Armazenamento refrigerado, responsável por grande parte do consumo, demanda cerca de 270 quilowatts-hora por metro quadrado por ano, valor cinco vezes superior ao de edifícios comerciais padrão. Pequenas interrupções no fornecimento elétrico podem acarretar perdas significativas de alimentos, estimadas em 13% globalmente, o que representa cerca de 526 milhões de toneladas anualmente.
Além do consumo elevado, o sistema alimentar contribui para até 30% das emissões globais de gases de efeito estufa, resultado da junção de agricultura, transporte, processamento e armazenamento. A pressão sobre a rede elétrica se intensifica com o crescimento de data centers e da indústria de inteligência artificial, que podem ser responsáveis por até 9% do consumo energético dos EUA até 2030.
Nesse contexto, microrredes surgem como uma solução para garantir fornecimento estável e sustentável. Essas redes compactas e autônomas combinam geração renovável, armazenamento local e backup para operar independentemente da rede principal, reduzindo o risco de falhas e custos elevados. A NextNRG, por exemplo, utiliza inteligência artificial para gerenciar energia solar, baterias e veículos elétricos, garantindo energia confiável ao setor de alimentos.
Iniciativas já estão em curso em grandes empresas alimentícias, que adotam microrredes para melhorar resiliência e diminuir a pegada de carbono. O mercado global desse segmento deve alcançar US$ 95 bilhões até 2030, refletindo a necessidade urgente de soluções energéticas para um sistema alimentar pressionado por demandas crescentes e desafios climáticos.
Via Forbes Brasil