A negação da existência do Jesus histórico é considerada uma forma de ‘criacionismo de ateu’, caracterizada por crenças não fundamentadas cientificamente. Jesus, como profeta da Galileia crucificado no século I, é amplamente reconhecido pela comunidade acadêmica.
Embora alguns neguem sua historicidade comparando-a a teorias desacreditadas, o consenso histórico reconhece a pessoa de Jesus, sem validar os relatos milagrosos religiosos. Negar fatos estabelecidos da história equivale a aceitar ideias sem respaldo científico.
Esse debate mostra um paradoxo entre a rejeição de consensos científicos e a aceitação de argumentos sem base para negar fatos históricos. Para ateus e agnósticos, a existência de Jesus é comprovada pelos registros históricos, sem vínculo com crenças religiosas.
A negação da existência do Jesus histórico é comparada a uma forma de “criacionismo de ateu”, termo que descreve crenças infundadas defendidas por pessoas que rejeitam dogmas, mas adotam ideias sem base científica. A existência de Jesus como figura histórica, um profeta da Galileia crucificado no século I, é quase consenso entre historiadores e arqueólogos sérios, diferentemente do que afirmam os chamados “miticistas”.
Esses negacionistas da historicidade de Jesus seguem um padrão semelhante ao de teorias desacreditadas, como a de que alienígenas teriam construído as pirâmides. Publicações acadêmicas revisadas por pares praticamente não endossam a tese da inexistência do Nazareno, mostrando que essa posição carece de respaldo científico reconhecido.
É importante destacar que aceitar a existência histórica de Jesus não significa concordar com as narrativas religiosas ou com os milagres descritos nos textos sagrados, que não podem ser comprovados pelo método científico e pertencem ao âmbito da fé. O consenso histórico se refere à pessoa que viveu e foi executada, não às interpretações teológicas posteriores.
Além disso, há um paradoxo na forma como algumas pessoas rejeitam consensos científicos em áreas como a crise climática, mas aceitam argumentos sem base para negar o Jesus histórico. O debate acadêmico permanece aberto sobre detalhes da vida de Jesus, mas sua existência permanece um fato amplamente aceito.
Para ateus e agnósticos, as evidências históricas são suficientes para reconhecer Jesus como personagem real, sem que isso exemplifique adesão a crenças religiosas. Afinal, negar fatos estabelecidos da história é tão cético quanto aceitar crenças infundadas.
Via Folha de S.Paulo