Análise genética aponta caso mais antigo de incesto entre pai e filha, com 3.700 anos, fora do Brasil

DNA antigo revela o registro mais antigo de incesto entre pai e filha, datado de 3.700 anos na Itália.
21/12/2025 às 08:41 | Atualizado há 3 meses
               
Achado na Idade do Bronze no sul da Itália revela vínculo além de parentes próximos. (Imagem/Reprodução: Super)

Um estudo genético descobriu o caso mais antigo de incesto entre pai e filha, datado de cerca de 3.700 anos, na Itália. O achado ocorreu em uma caverna usada como cemitério na Idade do Bronze Médio, destacando uma união rara e inédita para aquele período.

A análise do DNA indicou uma alta concentração de segmentos homozigotos, confirmando o parentesco direto. O indivíduo não apresentava doenças genéticas comuns nesse tipo de relação, sugerindo particularidades ainda pouco compreendidas.

Essa descoberta é importante para entender práticas sociais antigas e a organização de comunidades na época. Apesar das hipóteses, o motivo da relação e sua aceitação cultural permanecem um mistério.

Um estudo de análise de DNA antigo revelou o caso mais antigo de incesto entre pai e filha, datado de cerca de 3.700 anos. Os restos mortais foram encontrados no sul da Itália, na caverna Grotta della Monaca, usada como cemitério durante a Idade do Bronze Médio.

A pesquisa, publicada na revista Communications Biology, analisou os esqueletos de 23 indivíduos e destacou dois casos de parentesco de primeiro grau. Enquanto um deles era uma mãe com sua filha, o outro envolvia um homem adulto e um menino pré-adolescente.

O DNA do garoto apresentou a maior concentração já registrada de segmentos ROH (trechos de homozigose), indicando que ele nasceu da união incestuosa entre seu pai e sua filha. Não foi possível identificar a mãe na mesma caverna, e surpreendentemente, ele não aparentava sofrer de doenças genéticas típicas em casos assim.

O grupo estudado apresentava diversas origens genéticas, indicando uma comunidade com parentescos majoritariamente distantes, o que torna esse caso atípico e raro. A descoberta é inédita para materiais tão antigos e pode sugerir práticas sociais específicas para aquela época e região.

Os pesquisadores levantam hipóteses sobre aceitação ou isolamento social dessa relação, pois o homem era o único adulto masculino entre sepulturas dominadas por mulheres e crianças. O contexto e a motivação por trás do incesto permanecem um mistério, sem consenso se foi evento isolado ou culturalmente aceito.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.