Crise climática agrava apagões e desafios no sistema elétrico da Grande São Paulo

Entenda como a crise climática afeta o sistema elétrico de São Paulo e os desafios para evitar apagões futuros.
21/12/2025 às 08:43 | Atualizado há 3 meses
               
A frase destaca que a crise climática é a causa principal do desastre e que a solução exige esforço coletivo, não apenas individual das empresas. (Imagem/Reprodução: Redir)

Os apagões frequentes na Grande São Paulo entre 2023 e 2025 são causados principalmente pela crise climática, não apenas por falhas da distribuidora Enel. O debate público sobre o contrato com a empresa italiana ignora o desafio maior da adaptação às novas condições ambientais.

Governador e prefeito pressionam pelo rompimento do contrato da Enel, que atende 24 municípios. No entanto, essa solução simplista não contempla o impacto crescente de eventos climáticos extremos, como ventos fortes que destroem a infraestrutura elétrica.

Alternativas para melhorar a rede, como enterrar os fios, enfrentam alto custo e dificuldades técnicas. O problema é resultado da falta de preparo dos governos diante das mudanças climáticas, exigindo planejamento e ações estruturais para garantir segurança energética.

Os apagões frequentes na Grande São Paulo em 2023, 2024 e 2025 têm como causa mais profunda a crise climática, e não apenas falhas operacionais da Enel. A cobrança pública pelo cancelamento do contrato com a empresa italiana virou símbolo de um debate que ignora o desafio maior da adaptação às novas condições ambientais.

Governador Tarcísio de Freitas e prefeito Ricardo Nunes lideraram a pressão para romper o contrato da distribuidora, que desde 2018 atende 24 municípios da região metropolitana. No entanto, essa é uma solução simplista, distante do que realmente afetará o sistema elétrico diante da mudança do clima e eventos extremos cada vez mais frequentes.

Os ventos de 100 km/h, já registrados sem chuvas, causam destruição à infraestrutura elétrica, com prejuízos econômicos e sociais difíceis de mensurar. Ideias como enterrar a fiação elétrica para mitigar danos são discutidas, mas os custos estimados, entre R$ 90 bilhões e R$ 320 bilhões, colocam em xeque sua viabilidade imediata.

O problema transcende o modelo de privatização. A crise é resultado da omissão crônica dos governos em se prepararem para alterações climáticas. O debate público acaba se perdendo entre acusações políticas, enquanto o aumento da severidade do clima, causado pela emissão de gases do efeito estufa, exige respostas estruturais e adaptação rápida.

A complexidade do desafio exige esforços coordenados e planejamento de longo prazo para garantir segurança no sistema energético, com atenção ao impacto social e econômico que as mudanças climáticas impõem.

Via Folha de S.Paulo

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