O conselho da Telecom Italia aprovou a proposta para converter ações de poupança em ações ordinárias, com o objetivo de simplificar a estrutura acionária e reduzir o capital social. A decisão será submetida à votação em assembleias marcadas para 28 de janeiro.
A mudança vem após a empresa receber cerca de € 1 bilhão em uma ação judicial e prevê pagar até € 0,16 por ação durante o processo de conversão, que busca também aumentar a liquidez das ações e diminuir custos administrativos. Investidores terão direito à retirada caso rejeitem a conversão compulsória.
A reestruturação visa modernizar a governança da Telecom Italia, tornando-a mais transparente e atraente para investidores, além de alinhar a empresa às práticas de mercado atuais, com expectativa de ampliar a base acionária.
O conselho da Telecom Italia aprovou uma proposta para transformar ações de poupança em ações ordinárias e diminuir o capital social da empresa. A iniciativa será votada em assembleias no dia 28 de janeiro, unificando a estrutura acionária e simplificando a governança da companhia.
A mudança ocorre após a Telecom Italia receber cerca de € 1 bilhão devido a uma decisão judicial sobre taxas de concessão da década de 1990. O custo estimado da operação é em torno de € 700 milhões, incluindo € 500 milhões relacionados a dividendos não pagos aos detentores de ações de poupança nos últimos três anos.
A conversão eliminará a classe das ações de poupança, que contam com direitos econômicos preferenciais, mas não conferem voto. Essa estrutura é antiga e considerada complexa para investidores, gerando baixa liquidez e custos extras de governança.
O processo será dividido em duas fases: inicialmente, os acionistas poderão optar pela troca de cada ação de poupança por uma ação ordinária mais um pagamento de € 0,12. Depois, as ações remanescentes serão convertidas compulsoriamente com um ajuste em dinheiro de € 0,04 por ação.
A alteração está associada a uma redução voluntária do capital social para € 6 bilhões e depende de aprovação conjunta na assembleia. Investidores que rejeitarem a conversão compulsória terão direito à retirada com valor fixado em € 0,5117 por ação, limitada a um desembolso máximo de € 100 milhões.
Essa reestruturação busca melhorar a liquidez das ações, ampliar a base acionária e reduzir custos administrativos, alinhando a empresa com práticas atuais de mercado, favorecendo maior transparência e eficiência.
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