Chamada de vídeo travada pode prejudicar processo seletivo no Brasil

Problemas em chamadas de vídeo interferem na entrevista e reduzem chances de contratação. Saiba como isso afeta o processo seletivo.
22/12/2025 às 08:22 | Atualizado há 3 meses
               
Estudo revela como falhas em ligações afetam negócios, saúde e justiça. (Imagem/Reprodução: Super)

Falhas em chamadas de vídeo têm impacto direto em entrevistas de emprego, causando uma percepção negativa sobre os candidatos. Estudos indicam que os chamados glitches geram estranheza e diminuem a confiança de quem assiste, prejudicando a avaliação dos candidatos.

Durante o período de isolamento social, entrevistas por videoconferência se tornaram rotina, mas a qualidade da conexão pode influenciar a decisão dos recrutadores. Candidatos com chamadas instáveis têm menor chance de aprovação, situação que também afeta outras áreas como a telemedicina e audiências judiciais.

Além do prejuízo individual, o problema evidencia desigualdade social, já que pessoas com acesso precário à internet são as mais afetadas. Desligar a câmera em caso de instabilidade pode ajudar a evitar impactos negativos durante a entrevista.

Falhas em chamadas de vídeo, também conhecidas como glitches, podem influenciar negativamente processos importantes, como entrevistas de emprego. Um estudo recente publicado pela revista Nature mostrou que essas interrupções prejudicam a percepção de quem assiste, gerando uma sensação de estranheza e redução da confiança.

Durante o isolamento social, videoconferências passaram a ser essenciais para entrevistas, consultas médicas e audiências judiciais. Porém, quando a conexão oscila e o vídeo trava, a interação perde a naturalidade, provocando um desconforto psicológico que afeta decisões. Por exemplo, candidatos com chamadas instáveis têm menor chance de serem contratados. Na telemedicina, a adesão a recomendações médicas também cai significativamente.

Essa reação está associada ao chamado “vale da estranheza”, termo usado para descrever o desconforto que ocorre quando humanos digitais exibem imperfeições, quebrando a ilusão de presença. Além disso, essa situação reflete desigualdades sociais, pois pessoas com internet de pior qualidade, frequentemente em áreas menos favorecidas, são as mais impactadas.

Analisando audiências por videochamada nos EUA, pesquisadores notaram que a instabilidade reduz a probabilidade de concessão de liberdade condicional. No Brasil, o uso desses recursos cresce e o desafio da qualidade da conexão persiste, afetando o direito das pessoas em audiências virtuais.

Em casos de chamadas com problemas, desligar a câmera pode ajudar a evitar a sensação negativa causada pelos glitches. Apesar de parecer um problema simples, a qualidade da conexão tem impacto direto em oportunidades e decisões no ambiente profissional e jurídico.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.