Japão planeja reativar maior usina nuclear do mundo após 14 anos de inatividade

Japão autoriza reativação da maior usina nuclear após Fukushima, visando reforçar matriz energética e reduzir uso de combustíveis fósseis.
22/12/2025 às 18:03 | Atualizado há 4 semanas
               
Complexo industrial fechado após desastre nuclear de Fukushima em 2011. (Imagem/Reprodução: Forbes)

O Japão deu um passo importante para a reativação da maior usina nuclear do mundo, o complexo Kashiwazaki-Kariwa, inativo desde o desastre de Fukushima em 2011. A aprovação regional permitiu que a Tokyo Electric Power (Tepco) planeje reativar um dos sete reatores já em janeiro do próximo ano.

A usina, localizada a cerca de 220 km de Tóquio, volta à pauta para fortalecer a matriz energética japonesa e reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. Embora tenha recebido apoio político, a decisão gerou críticas e preocupação entre moradores e parlamentares locais.

Cerca de 300 pessoas protestaram contra a reabertura, citando os riscos do acidente anterior. Pesquisa revela que 60% da população local questiona as garantias de segurança, enquanto 70% desconfiam da Tepco. O movimento, porém, segue como parte da estratégia energética do país.

O Japão deu um passo decisivo para a retomada da maior usina nuclear do mundo, com uma votação regional que permite a reativação do complexo de Kashiwazaki-Kariwa, fechado desde o desastre de Fukushima em 2011. Essa usina, a cerca de 220 km de Tóquio, foi uma das 54 unidades desligadas após o terremoto e tsunami que devastaram a região.

A Tokyo Electric Power Co (Tepco), responsável pela operação da usina de Fukushima, será também a operadora do complexo em Niigata. A autorização veio após aprovação da assembleia local, que manifestou confiança no governador Hideyo Hanazumi, defensor da retomada das atividades. No entanto, a decisão gerou controvérsias entre os parlamentares e moradores, que demonstraram preocupação com os riscos envolvidos.

Em protesto, cerca de 300 pessoas se manifestaram contra a reabertura, citando o impacto do acidente anterior e o temor por um novo desastre. Uma pesquisa local apontou que 60% dos residentes duvidam das garantias de segurança para a usina e quase 70% manifestam desconfiança em relação à Tepco.

A Tepco planeja reativar um dos sete reatores de Kashiwazaki-Kariwa já em janeiro do próximo ano, com capacidade inicial de 1,36 GW, suficiente para abastecer milhões de residências. A empresa destaca compromisso com a segurança para evitar acidentes semelhantes ao de Fukushima.

Apesar da controvérsia, o movimento é parte da estratégia do Japão para reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e reforçar sua matriz energética, quase 15 anos após o desastre nuclear que marcou o país.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.