Luccas Adib, CFO da Hapvida, será sucessor de Jorge Pinheiro; VP de operações deixa a empresa

Hapvida anuncia sucessão do CEO e saída do VP de operações em meio a desafios financeiros do grupo.
22/12/2025 às 18:22 | Atualizado há 2 meses
               
Hapvida prepara Luccas Adib, CFO, para assumir como CEO nos próximos anos. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

A Hapvida comunicou que seu atual CFO, Luccas Adib, será preparado para assumir o cargo de CEO, sucedendo Jorge Pinheiro, a partir de 2027. A transição da liderança será gradual, com Jorge passando a ocupar a presidência do conselho, posição hoje ocupada por seu pai, fundador da empresa.

Além disso, o vice-presidente de operações, Alain Benvenuti, deixará o cargo após quase seis anos. Seu substituto será um executivo vindo de dentro da própria companhia. Essas mudanças ocorrem em meio a um período desafiador, marcado por queda das ações e resultados financeiros abaixo do esperado.

A Hapvida enfrenta dificuldades após aumento da sinistralidade e despesas, queda na geração de caixa e crescimento modesto no número de pacientes. Diante disso, a companhia aposta na reestruturação da liderança para recuperar a confiança dos investidores e garantir a execução de sua estratégia pós-aquisição da Notredame Intermédica.

A Hapvida informou que Luccas Adib, atualmente CFO da empresa, será preparado para assumir o cargo de CEO no futuro, sucedendo Jorge Pinheiro. A transição está prevista para ocorrer somente a partir de 2027, com um processo de preparação ao longo do próximo ano. Quando isso acontecer, Jorge deve passar à presidência do conselho, posição hoje ocupada por seu pai, fundador da companhia.

Adib está na Hapvida há mais de seis anos e meio, sendo três como CFO. Antes, atuou no Mattos Filho na área de mercado de capitais. Além dessa movimentação na liderança, o vice-presidente de operações, Alain Benvenuti, também deixa o cargo após quase seis anos na empresa. Seu substituto será um executivo interno da própria Hapvida.

Essas mudanças ocorrem em meio a um momento desafiador para a companhia, que enfrentou queda significativa no valor de suas ações após resultados financeiros abaixo do esperado no terceiro trimestre. Na ocasião, a sinistralidade aumentou, despesas cresceram, o número de pacientes cresceu pouco e a geração de caixa foi negativa, elevando a dívida em mais de R$ 200 milhões.

Desde novembro, quando as ações caíram 42% em um único dia, a Hapvida acelerou a recompra de papéis, recuperando parte do valor, mas ainda registra queda acumulada de 56% no ano. A empresa busca, com a reestruturação da liderança, restabelecer a confiança dos investidores na execução de sua estratégia, especialmente após a aquisição da Notredame Intermédica.

Via Brazil Journal

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