DNA das baleias-jubarte ainda revela impactos da caça predatória do século 20

Estudo mostra que DNA das baleias-jubarte carrega sinais da caça predatória do século 20, afetando sua diversidade genética.
22/12/2025 às 20:41 | Atualizado há 3 semanas
               
Comparação genética revela impacto da caça sobre as baleias ao longo do tempo. (Imagem/Reprodução: Super)

O DNA das baleias-jubarte ainda guarda marcas da caça predatória intensa que ocorreu no século 20, mesmo após a proibição da caça industrial em 1963. Um estudo comparou o genoma de baleias atuais com exemplares antigos e identificou mudanças genéticas importantes.

A caça comercial levou à redução drástica das populações, especialmente no Atlântico Norte e no oceano Austral. A diversidade genética diminuiu entre 20% e 30%, indicando maior semelhança genética atual devido à sobrevivência de poucos indivíduos.

Além disso, aumentou a carga mutacional no DNA das baleias, o que pode afetar a saúde e a capacidade de resistência a doenças. A pesquisa destaca a necessidade de monitorar a diversidade genética para garantir a conservação da espécie a longo prazo.

O DNA das baleias-jubarte ainda revela os impactos da caça predatória do século 20, apesar da recuperação populacional após a proibição da caça industrial em 1963. Um estudo comparou o genoma de 16 baleias atuais a nove exemplares do início do século passado, coletados em estações baleeiras antigas, e destacou mudanças genéticas relevantes causadas pela exploração intensa.

A caça comercial reduziu drasticamente as populações. No Atlântico Norte, o número estimado caiu de 25 mil para 2.500 indivíduos em 1900. Já no oceano Austral, a população despencou de cerca de 70 mil no século 17 para pouco mais de 1.300 em 1930. O uso de navios a vapor e lanças explosivas intensificou a caça no hemisfério Sul.

A análise genética mostrou que a heterozigosidade, que indica diversidade dos genes em um organismo, diminuiu entre 20% e 30% nas baleias do oceano Austral em comparação com as antigas. Isso indica que as jubartes atuais são mais geneticamente semelhantes entre si, um efeito comum após colapsos populacionais causados por poucos indivíduos remanescentes.

O estudo identificou também aumento da carga mutacional, pequenas alterações no DNA que podem afetar processos corporais, como o sistema imunológico. Embora não tenham aumentado as mutações de alto impacto, o acúmulo dessas mudanças pode reduzir a capacidade da população de lidar com doenças e mudanças ambientais.

A pesquisa reforça a importância de monitorar a diversidade genética para a conservação da espécie, já que proteger a população de uma extinção imediata não anula os efeitos genéticos da exploração intensiva.

Via Super

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