Preço do cobre atinge valor recorde devido a tensões comerciais nos EUA

Preço do cobre bate recorde histórico impulsionado por tarifas dos EUA e interrupções em minas globais.
23/12/2025 às 14:01 | Atualizado há 3 meses
               
Tarifas nos EUA elevam cobre, bancos projetam US$ 15 mil com IA e energia limpa. (Imagem/Reprodução: Investnews)

O preço do cobre chegou a superar US$ 12 mil por tonelada, atingindo um recorde histórico impulsionado por tensões comerciais e possíveis tarifas nos Estados Unidos. Interrupções em minas importantes ao redor do mundo também influenciaram essa valorização significativa.

Apesar da desaceleração do consumo na China, o aumento das compras antecipadas por conta das tarifas nos EUA mantém os preços em alta. Analistas alertam para um déficit no mercado mundial, com a demanda prevista para superar a oferta em 2025.

Além disso, o cobre é essencial para setores em expansão, como veículos elétricos e energias renováveis, o que pode sustentar a alta cotação do metal nos próximos anos.

O cobre alcançou a marca histórica de mais de US$ 12 mil por tonelada, impulsionado por interrupções nas minas e tensões comerciais associadas a possíveis tarifas dos EUA. O metal tem mostrado uma valorização significativa, estando a caminho do maior aumento anual desde 2009.

Na Bolsa de Metais de Londres (LME), os preços chegaram a US$ 12.044 por tonelada, refletindo um crescimento superior a 30% neste ano. A expectativa de tarifas sobre o cobre nos EUA tem gerado uma corrida entre fabricantes globais para garantir o material, intensificando a disputa pelo acesso ao cobre.

Mesmo com a desaceleração do consumo na China, principal consumidor mundial do metal, a cotação permanece em alta, focada nos volumes crescentes enviados para os EUA em antecipação às tarifas.

Paralisações em minas importantes das Américas, África e Ásia têm causado preocupação quanto ao suprimento, levando a alertas de que o mercado está próximo de um déficit significativo. O Deutsche Bank estima queda de 3% na produção das maiores mineradoras neste ano, com possível redução repetida em 2026.

De acordo com analistas do Morgan Stanley, o mercado mundial pode enfrentar em 2025 o déficit mais grave em mais de duas décadas, prevendo que a demanda supere em cerca de 600 mil toneladas a oferta.

Além das turbulências atuais, o cobre é visto como essencial para setores em crescimento acelerado, como veículos elétricos, energia renovável e inteligência artificial. O Citigroup projeta que a cotação pode atingir US$ 15 mil por tonelada em cenários favoráveis.

Nos negócios mais recentes, o cobre subia 1% a US$ 12.042,50 na LME. O movimento também refletiu em outras commodities, como o níquel, que subiu cerca de 2%.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.