O uso de telas por crianças pequenas no Brasil tem aumentado de forma significativa, segundo o Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI). Cerca de metade das crianças até 2 anos e mais de 70% entre 3 e 5 anos já acessam a internet, o que gera preocupação devido aos possíveis efeitos no desenvolvimento infantil.
Relatórios indicam que o acesso à internet na primeira infância mais que dobrou em menos de uma década, afetando principalmente crianças de baixa renda. A exposição excessiva às telas substitui momentos importantes de brincadeira e interação presencial, essenciais para o aprendizado e saúde emocional.
Especialistas recomendam a limitação do tempo em frente às telas e a supervisão do conteúdo consumido, destacando que o uso prolongado pode prejudicar áreas do cérebro responsáveis por linguagem e controle emocional, além de afetar o comportamento e a atenção das crianças.
O aumento do uso de telas e mídias digitais entre crianças pequenas no Brasil é motivo de preocupação. Segundo o Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI), quase metade das crianças até 2 anos já acessa a internet, e esse percentual ultrapassa 70% entre os 3 e 5 anos. Esse crescimento acelerado levanta alertas sobre os possíveis efeitos no desenvolvimento infantil.
O relatório “Proteção à primeira infância entre telas e mídias digitais” aponta que o acesso à internet na primeira infância mais que dobrou em menos de dez anos, sendo que 69% das crianças de baixa renda enfrentam exposição excessiva às telas. Em muitos casos, dispositivos digitais substituem momentos essenciais de brincadeira e interação presencial, que são fundamentais para o aprendizado e o desenvolvimento emocional.
Pesquisas indicam que o uso passivo e prolongado das telas pode modificar áreas do cérebro ligadas à linguagem, controle emocional e impulsos, além de prejudicar a atenção e habilidades sociais. Crianças com mais de 3 anos expostas a mais de duas horas diárias de tela apresentam impactos negativos no comportamento e aprendizado, que se agravam com conteúdos inadequados.
O NCPI reforça a importância da mediação ativa por pais e cuidadores, limitando o tempo de tela e garantindo qualidade no conteúdo consumido. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda zero exposição para crianças abaixo de 2 anos e uso supervisionado de até uma hora diária para os maiores.
Além de cuidados familiares, o estudo destaca a necessidade de políticas públicas integradas e campanhas de conscientização para promover ambientes seguros e espaços para o brincar presencial.
Via Forbes Brasil