Universidades americanas tiravam fotos nuas de estudantes para estudo corporal no século XX

No século XX, universidades americanas fotografavam estudantes nus para estudos corporais baseados em teorias hoje desacreditadas.
26/12/2025 às 09:01 | Atualizado há 3 meses
               
Nudes retrô eram vistos como ciência equivocada para justificar corpos e beleza. (Imagem/Reprodução: Super)

Na década de 1910, universidades americanas como Harvard e Yale tiravam fotos nuas de calouros para avaliar a postura corporal, baseando-se em conceitos da eugenia. O objetivo era relacionar características físicas a traços morais e sociais, usando medições e questionários relacionados à saúde e hábitos dos alunos.

Essa prática persistiu até a década de 1970, apesar das controvérsias éticas e científicas. Um psicólogo chamado William Herbert Sheldon utilizou essas imagens para elaborar a teoria dos “somatotipos”, que associava tipos físicos a personalidades, embora hoje essa ideia seja desacreditada.

O episódio é visto atualmente como um exemplo dos erros da eugenia e da psicologia constitucional. Embora ainda mencionados em algumas áreas, os métodos atuais rejeitam a associação entre corpo e personalidade feita naquela época.

Na década de 1910, universidades americanas como Harvard e Yale adotaram a prática de tirar fotos nuas de calouros para análise da postura corporal. Essa avaliação, baseada no conceito de eugenia, buscava relacionar características físicas a traços morais e sociais. Os estudantes eram fotografados com apetrechos para medir curvaturas das costas, em um procedimento que contou com figuras públicas, como os presidentes Roosevelt, Kennedy e George Bush, além da atriz Meryl Streep.

Além das imagens, os alunos passavam por medições e questionários que investigavam histórico de saúde e hábitos. Essa abordagem refletia a pseudociência da época, que classificava as pessoas segundo suas aparências físicas para definir “qualidades sociais”. Um psicólogo chamado William Herbert Sheldon usou milhares dessas fotos para desenvolver a teoria dos “somatotipos”, que associava tipos corporais a personalidades específicas, mas suas ideias foram desacreditadas posteriormente.

A prática de coletar fotos nuas e dados biométricos, geralmente sem consentimento, persistiu até 1970, tendo sido interrompida após denúncias e debates sobre ética e legitimidade científica. Sheldon também enfrentou polêmica ao tentar criar um atlas de imagens femininas, que foi confiscado e destruído por medidas legais.

Hoje, esse episódio é visto como um exemplo das limitações e problemas da eugenia e da psicologia constitucional. Embora os somatotipos ainda sejam mencionados em áreas como fitness, o método atual dispensa análises superficiais e descarta relações diretas entre corpo e personalidade.

Via Super

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