Museu americano com 7 milhões de fósseis enfrenta risco de fechar as portas

Museu nos EUA com mais de 7 milhões de fósseis luta para evitar fechamento por crise financeira.
26/12/2025 às 14:31 | Atualizado há 3 semanas
               
Instituição enfrenta dívida e precisa de US$ 400 mil até o fim do ano para se salvar. (Imagem/Reprodução: Redir)

O Museu da Terra, em Nova York, abriga uma coleção de mais de 7 milhões de fósseis, que vai desde os primeiros ecossistemas até a Era do Gelo. Fundado pela Instituição de Pesquisa Paleontológica, o museu enfrenta uma crise financeira grave que ameaça seu funcionamento.

Para evitar o fechamento e a dispersão do acervo, o museu precisa arrecadar cerca de US$ 400 mil ainda em 2025. A dependência de um único doador, que cessou os pagamentos em 2022, complicou a situação, apesar de doações recentes.

Além de promover pesquisas paleontológicas importantes, o museu oferece exposições e programas educacionais, recebendo cerca de 30 mil visitantes por ano. O futuro da instituição depende do apoio público e político para preservar esse patrimônio científico.

O Museu da Terra, em Ithaca, Nova York, guarda mais de 7 milhões de fósseis que ilustram desde os primeiros ecossistemas complexos até a Era do Gelo. Fundado pela Instituição de Pesquisa Paleontológica (PRI), enfrenta ameaça de fechamento devido a uma crise financeira. Com dívidas crescentes, o museu precisa levantar cerca de US$ 400 mil ainda em 2025 para evitar a perda de seu acervo, que pode ser disperso.

Por quase um século, a PRI acumulou uma das maiores coleções de fósseis da América do Norte. A dependência de um único doador, que interrompeu pagamentos em 2022, agravou a situação, levando a cortes no orçamento e no quadro de funcionários. A divulgação pública do problema mobilizou doações, incluindo uma de US$ 1 milhão de um ex-aluno de Cornell, mas a meta de US$ 4 milhões ainda não foi alcançada.

O acervo inclui amostras raras, como fósseis da Antártida e esqueletos de mastodontes e baleias antigas. A dispersão da coleção — que foi cuidadosamente curada por décadas — pode impossibilitar pesquisas científicas e derrubar uma parte valiosa da história da paleontologia. Muitos desses fósseis vieram de jazidas atualmente inacessíveis, o que os torna únicos.

Além do acervo, o museu realiza exposições e programas educacionais, atingindo cerca de 30 mil visitantes por ano. A situação da PRI reflete os desafios enfrentados por instituições científicas públicas nos Estados Unidos, que lidam com cortes de financiamento e pressão para manter serviços à comunidade.

Enquanto busca garantir seu futuro, a PRI alerta que o apoio público e político será crucial para preservar esse patrimônio científico.

Via Folha de S.Paulo

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