Vídeos de cães salvando humanos frequentemente viralizam, sugerindo que eles têm um “sexto sentido”. No entanto, especialistas explicam que a percepção dos cães é baseada nos seus sentidos aguçados, como audição, olfato e sensibilidade a vibrações, que os humanos não possuem.
Pesquisas mostram que os cães identificam mudanças químicas e emocionais no corpo dos donos, o que explica os comportamentos de alerta. Estudos indicam também que eles podem responder a sinais de crises epilépticas e outras condições, usando variações em frequência cardíaca e hormônios.
Especialistas alertam que esses comportamentos não são previsões místicas, mas reações a estímulos reais. A compreensão dessas capacidades ajuda a evitar interpretações erradas e reforça a importância dos sentidos naturais dos cães.
Vídeos de cães salvando humanos viralizam frequentemente, despertando a ideia de que eles possuem um sexto sentido para detectar perigos. No entanto, especialistas explicam que não há misticismo nessas reações, mas sim uma resposta a estímulos que os humanos não percebem. Os cães ouvem frequências mais altas, captam vibrações e possuem um olfato de 10 mil a 100 mil vezes mais sensível que o nosso.
Estudos indicam que esses animais conseguem reconhecer pequenas alterações bioquímicas no corpo humano, como mudanças no suor e respiração, além de perceber tensões musculares e emoções sutis. Essas características ampliadas justificam comportamentos de alerta, que acabam interpretados como premonições.
Pesquisas realizadas por universidades, como a Queen’s University Belfast, mostram que cães respondem de forma diferente a sinais químicos emitidos por pessoas prestes a ter crises epilépticas. Além disso, cães treinados para diabetes ou câncer identificam variações em frequência cardíaca e hormônios do estresse.
O psicólogo Stanley Coren ressalta que essas respostas surpreendentes são resultado dos sentidos aguçados dos cães e não fenômenos sobrenaturais. Animais também reagem a microvibrações ou alterações elétricas, como em terremotos, conforme estudos do Instituto Max Planck na Alemanha.
Apesar dessas capacidades, os especialistas lembram que é necessário evitar interpretações enviesadas e que as reações dos cães não indicam previsões confiáveis. Estudos com sensores presos aos animais procuram separar os fatos das anedotas sobre suas supostas habilidades.
Via Folha de S.Paulo