Como o Instituto Ponte integra gestão profissional e impacto social no Brasil

Conheça como o Instituto Ponte aplica gestão profissional para transformar a vida de jovens da rede pública no Brasil.
27/12/2025 às 16:01 | Atualizado há 3 meses
               
Bartira Almeida usa gestão, metas e capital privado para impulsionar jovens talentos. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Bartira Almeida, engenheira e ex-vice-presidente de construtora, decidiu aplicar sua experiência empresarial ao setor social. Em 2014, fundou o Instituto Ponte para acelerar a ascensão social de jovens talentosos da escola pública, combinando práticas de gestão corporativa com propósito social.

O Instituto atende 466 estudantes em 19 estados, com resultados expressivos: a renda média dos jovens é seis vezes maior que a de suas famílias e a evasão universitária é apenas 2%. O financiamento é totalmente privado, e o crescimento anual gira em torno de 30%.

Ao integrar gestão empresarial com foco em resultados ao acolhimento social, o Instituto Ponte destaca-se como um modelo de organização eficiente e transformadora no terceiro setor brasileiro.

A engenheira Bartira Almeida, ao se aproximar dos 40 anos e refletir sobre seu futuro, decidiu aplicar sua experiência empresarial no setor social. Depois de duas décadas na Morar Construtora, onde chegou à vice-presidência, ela identificou no terceiro setor uma oportunidade de unir gestão profissional com propósito social.

Em 2014, fundou o Instituto Ponte, com o objetivo de transformar a realidade de jovens talentosos da escola pública, acelerando sua ascensão social em uma geração. A ideia era inovar aplicando práticas comuns no mundo corporativo, como definição de metas, avaliação de desempenho e contratos de resultados, ao ambiente social. Bartira considera fundamental que uma ONG tenha clareza de orçamento, indicadores e responsabilidade.

O instituto hoje atende 466 estudantes em 19 estados brasileiros. Os resultados são expressivos: a renda dos jovens que passam pelo programa é, em média, seis vezes maior do que a de suas famílias antes da entrada no projeto. O índice de evasão universitária é de apenas 2%, muito menor que a média nacional, o que reforça a eficácia do trabalho.

Apesar do crescimento anual de cerca de 30% nos últimos três anos, Bartira destaca que ampliar o alcance do Instituto envolve riscos e exige recursos na ordem de dezenas de milhões de reais. O financiamento é totalmente privado, sem dependência de verbas públicas, e Bartira brinca que deixou de ser vice-presidente para se dedicar à captação de doações.

Ao integrar um olhar empresarial ao setor social, Bartira trouxe objetividade e foco em resultados, enquanto aprendeu sobre acolhimento e equidade no trabalho com jovens de baixa renda. Essa experiência cruzada tem firmado o Instituto Ponte como um exemplo de gestão com propósito.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.