Um estudo da USP investigou a qualidade do sêmen do urso andino, espécie vulnerável da América do Sul. A pesquisa utilizou uma técnica inovadora de coleta em animais em vida livre, identificando fatores que influenciam a fertilidade, como isolamento social e falta de contato entre machos e fêmeas.
A coleta foi feita em ursos em cativeiro no Brasil e na natureza nos Andes peruanos. A técnica anestésica usada substitui métodos anteriores, permitindo uma análise detalhada da qualidade seminal, importante para a reprodução da espécie.
O estudo visa ajudar no manejo e conservação do urso andino, propondo biotecnologias como a criopreservação do sêmen e transferência genética. Dessa forma, busca-se evitar o declínio populacional e garantir a diversidade genética da espécie.
Um estudo recente da USP analisou a qualidade do sêmen do urso andino (Tremarctos ornatus), nativo da América do Sul e classificado como vulnerável pela IUCN. A pesquisa, pioneira na técnica de colheita farmacológica em animais em vida livre, revelou que fatores como isolamento social e ausência de contato com fêmeas podem afetar negativamente a qualidade seminal, o que pode impactar a reprodução da espécie.
A coleta foi realizada em seis ursos, três em cativeiro no Brasil e um na natureza, na estação biológica Wayqecha, nos Andes peruanos. O método utilizado substitui a eletroejaculação por um protocolo anestésico que promove a contração muscular, facilitando a liberação do sêmen sem estímulos elétricos. Logo após a coleta, o material foi avaliado em relação à concentração e motilidade dos espermatozoides, indicadores essenciais para a fertilidade.
A pesquisadora Aléxia Bom Conselho, autora do estudo, explicou que o urso-de-óculos sofre com a perda e fragmentação do habitat, que podem levar à reprodução entre indivíduos geneticamente próximos, diminuindo a diversidade genética. A investigação também destacou a importância do bem-estar e das interações sociais para a qualidade do sêmen, destacando que animais saudáveis e em ambientes próximos ao natural apresentam melhores resultados.
Este trabalho piloto tem como objetivo criar uma base para novas pesquisas reprodutivas e o desenvolvimento de biotecnologias para a conservação da espécie, como a criopreservação do sêmen e a transferência genética. A intenção é facilitar o manejo das populações com maior eficiência, contribuindo para evitar o declínio populacional do urso andino.
Via Super