O índice Stoxx 600 encerrou 2025 com leve queda, mas registrou alta anual de 16,66%, o melhor desempenho desde 2021. O resultado foi influenciado pela redução das taxas de juros, estímulos fiscais e maior diversificação dos investimentos.
Os setores financeiro e de defesa foram os principais motores dessa valorização, com altas expressivas durante o ano. O setor financeiro teve o melhor resultado desde 1997, enquanto a defesa cresceu também forte, impulsionada pelas expectativas de aumento nos gastos militares.
A movimentação no mercado europeu reflete uma busca por oportunidades diante da instabilidade econômica e política nos EUA, que levou investidores a renovar suas carteiras, mantendo a tendência para o início de 2026.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou 2025 com queda de 0,10%, posicionando-se em 592,19 pontos. Apesar disso, o desempenho anual foi destacado, registrando alta de 16,66%, o melhor resultado desde 2021. Esse avanço foi influenciado pela redução das taxas de juros, estímulos fiscais na Alemanha e redirecionamento de investimentos para fora do setor de tecnologia dos EUA.
Os setores bancário e de defesa contribuíram significativamente para a valorização do índice. O segmento financeiro teve alta de 67% em 2025, seu melhor resultado desde 1997, impulsionado por um maior volume de negociações, ambiente regulatório mais favorável e estabilidade econômica relativa na região.
O setor de defesa também teve desempenho robusto, com incremento de aproximadamente 56,5% no ano. O crescimento esteve relacionado às expectativas de aumento nos gastos militares na Europa, apesar da queda observada no último trimestre de 2025.
Investidores intensificaram a busca por oportunidades no mercado europeu, especialmente em ativos com preços mais acessíveis, dada a incerteza causada pelas políticas comerciais dos Estados Unidos e sinais econômicos irregulares naquele país.
O setor de mídia foi o que apresentou o pior desempenho, com queda de 15%. Fatores como a demanda por anúncios enfraquecida, incertezas macroeconômicas e a influência da inteligência artificial sobre os lucros afetaram negativamente esse segmento.
Danni Hewson, da plataforma AJ Bell, aponta que a combinação da desvalorização do dólar e o cenário político nos EUA levou os investidores a diversificar suas carteiras, favorecendo a renovação do mercado europeu. A expectativa é de que essa movimentação continue no início de 2026, mesmo com a manutenção da volatilidade.
Via Money Times