A farmacêutica Rossana Soletti, da UFRGS, estudou a história da gravidez ao acompanhar a gestação da sua primeira filha. Ela lançou o livro “A Ciência da Gestação”, que mostra desde antigos testes com sementes e cebola até o avanço dos conhecimentos científicos.
O livro detalha como crenças antigas, como a influência do frio no sexo do bebê, foram desmistificadas pela ciência moderna. Também aborda o desenvolvimento de testes caseiros atuais que detectam hormônios na urina e avanços em terapias gênicas.
Além disso, a autora destaca a importância da placenta e o papel dos pais no desenvolvimento fetal, evidenciando lacunas históricas do conhecimento médico focado majoritariamente no homem.
A farmacêutica e professora de embriologia Rossana Soletti, da UFRGS, aprofundou seu estudo sobre a história da gravidez durante a gestação de sua primeira filha. Movida pela desinformação encontrada em mídias sociais e pela curiosidade científica, ela lançou o livro “A Ciência da Gestação”, que traça um panorama desde a fase pré-concepção até o pós-parto. A obra destaca a evolução dos conhecimentos científicos sobre a gravidez, mostrando como a medicina focada nos homens criou lacunas no entendimento da saúde feminina e da gestação.
O livro relembra antigos métodos para detectar a gravidez, como testes com sementes ou até mesmo o uso de cebola para identificar alterações no hálito da mulher. Além disso, expõe mitos históricos, como a falsa crença de que o frio durante o ato sexual influenciava o sexo do bebê, enquanto hoje sabemos que a determinação sexual depende dos cromossomos XX ou XY do embrião.
Soletti descreve ainda os avanços tecnológicos recentes que tornaram possível o desenvolvimento de testes caseiros de gravidez, que detectam hormônios na urina, e discute as novas terapias gênicas e o uso de células-tronco embrionárias para tratar doenças genéticas durante o desenvolvimento fetal. Ela ressalta a importância da placenta como um espaço de trocas entre mãe e feto, quebrando mitos anteriores que a viam apenas como uma barreira.
A autora também enfatiza o papel dos pais na gestação e na criação, destacando que, apesar do embrião ser formado igualmente por homem e mulher, a participação masculina tende a diminuir após a concepção. Esse aspecto, pouco discutido, é abordado para reforçar a importância do envolvimento dos pais no desenvolvimento infantil.
Via Folha de S.Paulo