Governo brasileiro busca reduzir impacto de tarifas chinesas sobre carne bovina

Governo atua para minimizar efeitos das tarifas da China na exportação de carne bovina do Brasil.
01/01/2026 às 08:41 | Atualizado há 18 horas
               
Ministérios divulgam nota conjunta sobre desenvolvimento, indústria, comércio e agricultura. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

Os ministérios do Desenvolvimento, Agricultura e Relações Exteriores informam que o governo brasileiro trabalha em conjunto com o setor privado para enfrentar as tarifas impostas pela China à carne bovina nacional.

A China estabeleceu uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas para importação da carne brasileira, com sobretaxa de 55% aplicada ao excedente a partir de 2026. Essa medida visa controlar o volume importado, não sendo exclusiva ao Brasil.

Apesar do crescimento das exportações para outros países asiáticos, a China permanece como principal destino, e as novas tarifas podem impactar significativamente o volume exportado brasileiro.

Os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agricultura e das Relações Exteriores divulgaram uma nota informando que o governo brasileiro atua em parceria com o setor privado para enfrentar as restrições e tarifas impostas pela China à carne bovina do Brasil. O governo acompanha o tema com atenção e busca defender os interesses dos produtores do setor.

As medidas adotadas pela China envolvem uma salvaguarda com duração de três anos, que estabelece uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas para a carne bovina brasileira. Caso o volume exportado ultrapasse esse limite, será aplicada uma sobretaxa de 55%, além dos 12% já vigentes. A medida tem como finalidade regular surtos de importação e não combate práticas desleais de comércio, sendo válida para todas as origens.

O setor pecuário do Brasil destaca sua contribuição consistente para a segurança alimentar da China, com produtos submetidos a rígidos controles sanitários. Apesar do crescimento das exportações para outros países asiáticos como Indonésia, Vietnã, Cazaquistão e Macau, esses mercados ainda representam menos de 1% do total das vendas brasileiras.

Considerando que a China é o principal destino da carne bovina brasileira, a imposição das novas tarifas poderá afetar significativamente o volume exportado, pois a sobretaxa será aplicada a partir de 1º de janeiro de 2026 nas quantidades que excederem a cota anual. Ajustar-se a essa mudança será desafio, mesmo com o crescimento em outros mercados.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.