Entenda por que a carne de porco é chamada de “remosa” no Norte e Nordeste do Brasil

Entenda a origem do termo “remosa” para a carne de porco e o que a ciência diz sobre seus efeitos na cicatrização.
01/01/2026 às 14:03 | Atualizado há 11 horas
               
Expressão típica do Norte e Nordeste, rica em cultura e identidade regional. (Imagem/Reprodução: Super)

Quem chama a carne de porco de “remosa” geralmente vem do Norte e Nordeste brasileiro. Esse termo significa que o alimento seria viscoso e prejudicaria a cicatrização e o sangue.

Pesquisas em ratos mostraram que a carne de porco pode até ajudar na cicatrização, contrariando a crença popular. O termo tem origem grega e pode estar ligado a reações alérgicas locais.

Especialistas recomendam uma alimentação equilibrada e esclarecem que evitar alimentos “remosos” após procedimentos é mais um cuidado cultural, sem comprovação médica.

Quem já ouviu dizer que a carne de porco é “remosa” provavelmente conhece essa expressão do Norte e Nordeste do Brasil. A ideia é que alimentos “remosos”, incluindo porco, frutos do mar e frituras, deixam o sangue mais “grosso” e prejudicam a cicatrização do corpo. Esse termo tem origem no grego reimos, que significa “viscoso”.

No entanto, não há comprovação científica que sustente essa crença. Um estudo realizado com ratos em 2014 avaliou cicatrização após cirurgia. O grupo alimentado com carne de porco mostrou feridas que cicatrizaram de forma mais eficiente do que o grupo que recebeu dieta comum. Além disso, a resistência das cicatrizes era maior no grupo do alimento suínos, possivelmente devido ao alto teor de proteínas e calorias.

Apesar disso, especialistas recomendam que o foco esteja em uma alimentação equilibrada e variada, e não na exclusão de determinados alimentos com base em crenças populares. Esse estudo em ratos é apenas um indicativo inicial, e novos trabalhos são necessários para confirmar os efeitos em humanos.

Sobre a origem do termo, uma hipótese sugere que algumas pessoas possam ter tido reações alérgicas a certos alimentos “remosos”, levando à ideia de que eles seriam prejudiciais à saúde em geral. Por isso, a recomendação regional de evitar essas comidas após procedimentos como tatuagens e piercings seria mais um cuidado cultural do que uma orientação médica comprovada.

Via Super

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