Pesquisa da Febraban revela que bancos aumentaram a previsão de crescimento do crédito no Brasil para 8,2% em 2026, ante 7,9% anteriormente. A expectativa é que a desaceleração seja gradual, sustentada pela resiliência do mercado de trabalho e estímulos públicos.
O crescimento do crédito direcionado, especialmente em bancos públicos, impulsiona essa projeção, com avanços em 2024 e 2025. Apesar disso, há uma leve previsão de alta na inadimplência, que pode impactar o setor. Bancos também antecipam cortes na Selic a partir de março de 2024.
Além disso, 80% das instituições preveem ajustes fiscais para garantir a estabilidade econômica, o que pode envolver aumento de receita ou cortes de despesas. O cenário indica um otimismo cauteloso para o crédito no país nos próximos anos.
Pesquisa da Febraban indica que as instituições financeiras elevaram as expectativas para o crescimento do crédito em 2025 e 2026, impulsionadas pela expansão das operações dirigidas. Cerca de 74% dos bancos acreditam que a desaceleração do crédito será gradual, apoiada pela resiliência do mercado de trabalho e estímulos públicos, que devem mitigar os efeitos da política monetária mais restritiva e do aumento da inadimplência.
A projeção para o crescimento total da carteira de crédito passou de 8,9% para 9,2% no encerramento de 2024. Para 2026, a previsão foi ajustada de 7,9% para 8,2%, refletindo um otimismo moderado para o setor.
O destaque ficou com o crédito direcionado, operado principalmente por bancos públicos, cuja previsão de crescimento para 2025 subiu de 10,1% para 10,9%. Para 2024, a previsão foi revisada para 9,4%, superando o avanço esperado para o crédito livre, estimado em 7,6%.
Em relação à inadimplência, a pesquisa aponta uma ligeira alta, passando de 5,1% em 2025 para 5,2% em 2026. A maioria dos bancos prevê que o Banco Central iniciará cortes na taxa Selic a partir de março, reduzindo o juro básico dos atuais 15% para 13% até agosto.
O levantamento também indica que 80% das instituições acreditam na necessidade de ajustes fiscais extras para cumprir o arcabouço fiscal, o que pode incluir aumento de receitas ou redução de despesas.
Via Money Times