Cientistas tentam desvendar como o cérebro das borboletas-monarca detecta o campo magnético da Terra. Esse mecanismo funciona como uma bússola interna, orientando sua migração do Canadá até o México.
Para entender esse sistema, pesquisadores implantaram eletrodos nos neurônios das borboletas em simuladores com campos magnéticos controlados. Isso permite captar as respostas neurológicas durante o voo, revelando como o sentido magnético atua.
O estudo é importante para entender a biologia do comportamento dessas borboletas, que possuem cérebros muito simples. A pesquisa ajuda a esclarecer como animais se orientam usando campos invisíveis em longas distâncias.
Cientistas buscam entender o sistema de navegação das borboletas-monarcas, que utilizam um tipo especial de direção para percorrer milhares de quilômetros na migração anual. O objetivo do estudo é identificar como o pequeno cérebro desses insetos detecta o campo magnético da Terra, funcionando como uma bússola interna que orienta seu trajeto do Canadá até as florestas do México.
Para isso, o neurobiologista Robin Grob realizou um procedimento delicado: implantar pequenos eletrodos em neurônios do cérebro da monarca para captar sinais enquanto a borboleta voava em um simulador com campo magnético controlado. Esse método busca detectar respostas neurológicas em tempo real, revelando o funcionamento do sistema magnético desses animais.
Apesar do desafio técnico, o experimento oferece vantagens por trabalhar com cérebros simples, facilitando o entendimento dos circuitos neurais envolvidos. O sentido magnético tem sido o último tipo de percepção animal a ser compreendido, mesmo sendo fundamental para migrar por longas distâncias.
Há controvérsias entre pesquisadores sobre a existência desse sentido nas borboletas-monarcas. Alguns afirmam que os insetos apenas seguem direções sem uma verdadeira percepção magnética, enquanto outros estudam a possibilidade de que seu cérebro capte o campo da Terra para se orientar.
O trabalho em andamento representa um passo importante para a biologia do comportamento, ao tentar desvendar o mecanismo preciso por trás da migração. Com um cérebro menor que um grão de arroz, essas borboletas podem revelar de que forma seres vivos se conectam com campos invisíveis para navegar pelo planeta.
Via Folha de S.Paulo