As ações da Minerva e da MBRF registraram forte queda no Ibovespa após a China anunciar tarifas extras para importações de carne bovina. A medida prevê alíquotas adicionais de 55% para volumes que ultrapassem as cotas estabelecidas para os principais países fornecedores, incluindo o Brasil.
O governo brasileiro acompanha de perto a situação e busca diálogo com a China, tanto bilateralmente quanto pela Organização Mundial do Comércio, para minimizar os impactos. Especialistas avaliam que, apesar dos desafios, o mercado pode absorver a medida no curto prazo devido à demanda global firme por carne.
Além disso, o Ministério da Agricultura atua para reduzir incertezas durante a implementação da nova regra, buscando assegurar a estabilidade do setor no país.
As ações da Minerva e da MBRF tiveram forte recuo no Ibovespa nesta sexta-feira (2), após a China anunciar tarifas extras para importações de carne bovina. A decisão visa proteger o setor interno e prevê uma alíquota adicional de 55% para toneladas que ultrapassem as cotas dos principais países fornecedores, incluindo o Brasil.
Na última quarta-feira (31), Pequim comunicou a medida, que afeta não só o Brasil, mas também Austrália e Estados Unidos. Por volta das 13h20, as ações da Minerva caíram 6,08%, negociadas a R$ 5,41, e as da MBRF recuaram 4,4%, a R$ 19,10, enquanto o Ibovespa apresentava queda moderada, de 0,38%. Em Nova York, a JBS viu suas ações cair 1,6%, cotadas a US$ 14,49.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que acompanha o caso de perto e planeja canais de diálogo com a China em nível bilateral e pela Organização Mundial do Comércio (OMC), buscando minimizar os impactos causados pela tarifação.
Especialistas do BTG Pactual apontam que os exportadores de carne bovina deverão sofrer impacto, mas consideram a situação administrável. Eles ressaltam uma preocupação de que a China possa perder relevância como motor de crescimento para o setor a longo prazo. Em contrapartida, a equipe da Genial Investimentos avalia que a escassez global de carne e a demanda firme devem aliviar os efeitos no curto prazo.
Além disso, o Ministério da Agricultura promete atuar para reduzir as incertezas durante a execução da medida chinesa, o que pode contribuir para suavizar os resultados negativos.
Via Forbes Brasil