Crânio de réptil de 2,5 cm revela detalhes do período pré-dinossáurico

Fóssil de crânio de réptil filhote revela dominância de rincossauros no Triássico, antes dos dinossauros.
03/01/2026 às 07:42 | Atualizado há 1 semana
               
Descrição destaca descoberta inédita de fóssil recém-nascido de rincossauro, herbívoro triássico. (Imagem/Reprodução: Redir)

Paleontólogos brasileiros estudaram um crânio de réptil de apenas 2,5 cm, pertencente a um filhote de rincossauro da espécie Macrocephalosaurus mariensis. Este animal viveu há cerca de 230 milhões de anos, no período Triássico, quando os dinossauros ainda eram pouco comuns.

O fóssil foi encontrado no Rio Grande do Sul e é o primeiro registro mundial de um rincossauro recém-nascido. Essa descoberta ajuda a entender melhor a fauna que dominava a Terra antes dos dinossauros.

Os rincossauros foram os herbívoros mais comuns da época, chegando a representar grande parte dos fósseis encontrados. Eles possuíam mandíbulas com várias fileiras de dentes que se renovavam, o que facilitava a alimentação de plantas.

Paleontólogos brasileiros estudaram um fóssil notável: um crânio de réptil medindo apenas 2,5 cm, identificado como um filhote de rincossauro da espécie Macrocephalosaurus mariensis. Este animal viveu há cerca de 230 milhões de anos, no período Triássico, época em que os dinossauros ainda eram pouco numerosos.

Os rincossauros chegaram a ser os herbívoros mais comuns daquele tempo, chegando a representar até 60% dos fósseis encontrados em determinadas camadas rochosas. Eles atingiam mais de 2 metros de comprimento e possuíam uma mandíbula com múltiplas fileiras de dentes, que funcionavam como “tesouras” para cortar plantas, com dentes que se renovavam ao longo da vida.

O pequeno crânio analisado foi encontrado em São João do Polêsine (RS) e apresenta características indicativas de um indivíduo muito jovem, provavelmente recém-saído do ovo, já que sua dentição praticamente não mostra sinais de desgaste. Essa descoberta representa o primeiro registro mundial de um rincossauro perinatal, ou seja, um filhote bem recém-nascido.

A análise do fóssil utilizou microtomografia por raios X para preservar o delicado material, permitindo observar as duas fileiras dentárias presentes na mandíbula, algo típico desse grupo.

Embora os rincossauros tenham dominado o Triássico, a extinção em massa do final desse período eliminou a maioria deles. Por sorte, os dinossauros conseguiram prosperar depois.

Essa descoberta amplia o conhecimento sobre a fauna pré-dinossáurica e chama atenção para os grupos dominantes anteriores ao reinado dos dinossauros.

Via Folha de S.Paulo

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