A missão Artemis 2, programada para 2026, representa a primeira viagem tripulada ao redor da Lua no século 21, encerrando um hiato de mais de cinco décadas. A decolagem ocorrerá no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com uma equipe diversificada de astronautas que inclui a primeira mulher, o primeiro negro e o primeiro não americano a participar dessa rota lunar.
O trajeto será executado pela nave Orion, que seguirá uma rota de retorno livre guiada pela gravidade, aumentando a segurança da missão. Esta estratégia permite que os astronautas fiquem mais distantes da Terra que em missões anteriores, porém com maior eficiência no percurso.
Além de reforçar a retomada da exploração lunar, a missão ocorre num cenário de competição espacial entre Estados Unidos e China, que planeja levar humanos à superfície da Lua até 2030. 2026 também será um ano de importantes avanços em missões robóticas, ressaltando o movimento intenso na pesquisa espacial mesmo sob limitações orçamentárias.
A missão Artemis 2 da Nasa promete marcar 2026 como o ano da volta dos humanos ao redor da Lua depois de mais de 50 anos. Estimado para acontecer até o fim do primeiro semestre, o lançamento partirá do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Esta missão será a primeira do século 21 a enviar tripulantes em uma jornada lunar, incluindo a primeira mulher, o primeiro negro e o primeiro não americano em uma viagem desse tipo.
A trajetória da missão será diferente daquela da Apollo 8, pois a nave Orion utilizará um caminho de retorno livre, guiado apenas pela gravidade, o que simplifica o percurso e aumenta a segurança, embora distancie os astronautas ainda mais da Terra do que antes.
A equipe será liderada pelo comandante Reid Wiseman, acompanhado pelos especialistas Jeremy Hansen, Christina Koch e Victor Glover. A diversidade do grupo mostra a evolução nas seleções espaciais desde os primeiros voos lunares.
Enquanto isso, o foco da corrida espacial atual está na disputa entre Estados Unidos e China pela exploração lunar e o controle dos recursos naturais do satélite. A China planeja levar seus taikonautas à superfície lunar antes de 2030, com sistemas baseados em arquiteturas semelhantes às da Apollo.
Além das missões tripuladas, 2026 também terá avanços em missões robóticas, como o pouso lunar não tripulado do módulo Blue Moon Mark 1, da Blue Origin, e a chegada da sonda Bepi-Colombo em Mercúrio e da sonda europeia Hera ao asteroide Dídimo.
Essas operações mostram um ano movimentado na exploração espacial, mesmo diante de cortes orçamentários enfrentados pela Nasa.
Via Folha de S.Paulo