O ex-presidente Donald Trump propôs um plano para que empresas petrolíferas dos Estados Unidos invistam na reconstrução da infraestrutura de petróleo da Venezuela após a saída de Nicolás Maduro. A ideia é que as companhias façam os reparos e sejam reembolsadas, mas ainda não há detalhes claros sobre a viabilização dos investimentos.
Especialistas apontam que o baixo preço do petróleo e a instabilidade legal e fiscal no país geram dúvidas para as grandes empresas americanas, como ExxonMobil, Chevron e ConocoPhillips. A Chevron mantém operações focadas no recebimento de dívidas, enquanto as outras aguardam condições mais favoráveis.
Além disso, o embargo dos EUA sobre navios ligados ao regime venezuelano e a influência da China na exportação complicam ainda mais o cenário. A reconstrução da indústria petrolífera depende, portanto, da estabilidade política e da criação de um ambiente legal seguro para investimentos.
O ex-presidente Donald Trump declarou que empresas petrolíferas dos Estados Unidos investirão bilhões de dólares para reconstruir a infraestrutura do petróleo na Venezuela após a captura do ex-líder Nicolás Maduro. O plano prevê que as companhias americanas entrem no país, façam os reparos necessários e sejam reembolsadas. Ainda assim, não foram detalhados os mecanismos para viabilizar esses investimentos de grande escala.
O desafio é ainda maior diante dos baixos preços atuais do petróleo, que desestimulam aportes financeiros significativos, segundo especialistas. Grandes nomes como Exxon Mobil, Chevron e ConocoPhillips enfrentam dúvidas sobre a estabilidade legal e fiscal na Venezuela sob uma administração temporária apoiada pelos Estados Unidos. Essas incertezas dificultam qualquer compromisso imediato para ampliar a produção.
A Chevron mantém operações no país e responde por cerca de 20% da produção venezuelana, sob licença americana, mas atualmente foca apenas no recebimento de dívidas antigas, sem planos claros de expansão. Já Exxon e ConocoPhillips, que tiveram ativos nacionalizados no passado, podem reavaliar investimentos dependendo de condições econômicas e políticas favoráveis.
Além das questões internas, há ainda dúvidas sobre a continuidade do transporte do petróleo. Os Estados Unidos mantêm um bloqueio para apreender navios que possam financiar o regime de Maduro, o que afeta os fluxos de exportação. A China, maior compradora do petróleo venezuelano, criticou a operação militar e mantém presença comercial no país.
Em resumo, a reconstrução da indústria petrolífera da Venezuela dependerá não só dos investimentos bilionários, mas também da estabilidade política e do ambiente legal que será estabelecido para atrair e proteger essas operações.
Via Invest News