A França anunciou que irá suspender a importação de frutas da América do Sul que contenham resíduos de agrotóxicos proibidos pela União Europeia. A decisão visa bloquear produtos com mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim, presentes em frutas como abacate, manga e goiaba.
Além de proteger os consumidores, o governo francês quer fortalecer a agricultura local e combater a concorrência desleal. Equipes especiais serão responsáveis por fiscalizar o cumprimento da nova norma.
Essa medida ocorre num contexto de protestos de agricultores na França e resistência ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que ainda não foi firmado oficialmente.
A França anunciou que irá suspender a importação de produtos agrícolas da América do Sul que contenham resíduos de agrotóxicos proibidos pela União Europeia. A medida foi divulgada pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, em sua conta na rede social X.
Uma portaria que deverá ser publicada em breve pela ministra da Agricultura, Annie Genevard, estabelecerá o bloqueio de frutas que apresentem vestígios de mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim. Estas substâncias não são permitidas nas normas sanitárias europeias.
Entre as frutas afetadas estão abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs provenientes da América do Sul ou de outras regiões. A França irá reforçar a fiscalização por meio de uma equipe especializada para garantir o cumprimento rigoroso da legislação.
O governo francês justifica esta ação como uma forma de proteger os consumidores, fortalecer as cadeias produtivas nacionais e combater a concorrência considerada desleal, uma vez que os agricultores locais seguem regras mais restritas.
A decisão ocorre em um cenário de protestos de agricultores que expressam insatisfação com a política do governo, incluindo o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que envolve Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A assinatura deste acordo ainda não foi concretizada, enfrentando resistência política e social na Europa.
Via InfoMoney