Doutrina Monroe: influência dos EUA na América Latina desde o século 19 até Trump

Entenda como a Doutrina Monroe molda a atuação dos EUA na América Latina desde 1823, incluindo estratégias recentes de Trump.
04/01/2026 às 17:02 | Atualizado há 3 dias
               
A menção à Doutrina Monroe por Trump revive controvérsias sobre intervenções dos EUA na América Latina. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A Doutrina Monroe foi criada em 1823 para evitar a interferência europeia nas Américas. Desde então, tem guiado a política externa dos EUA na América Latina, frequentemente justificando intervenções na região.

Durante sua presidência, Donald Trump retomou essa doutrina para justificar ações contra a Venezuela, alegando ameaças à estabilidade regional causadas pela presença de adversários estrangeiros. Essa postura reflete a estratégia americana de manter influência e controlar recursos vitais.

Especialistas destacam que a Doutrina Monroe e seu corolário, como o Corolário Roosevelt, são usados para proteger interesses estratégicos dos EUA, reforçando a presença americana e suas políticas de segurança na América Latina.

O presidente Donald Trump citou a Doutrina Monroe para justificar a ação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro. Criada pelo presidente James Monroe em 1823, essa doutrina foi inicialmente pensada para impedir a interferência europeia no Hemisfério Ocidental. Desde então, ela tem sido uma base para a atuação dos EUA na América Latina.

Trump mencionou a doutrina como parte da estratégia para restaurar a influência americana na região. Ele defende que a Venezuela representava uma ameaça ao permitir o ingresso de adversários estrangeiros e a aquisição de armas ofensivas, o que, segundo ele, viola os princípios centrais da política externa dos EUA. O presidente chegou a brincar usando o termo “Doutrina Don-roe” para se referir à sua aplicação atual.

Historiadores comentam que a Venezuela tem sido frequentemente o foco da aplicação dessa doutrina, servindo como motivo para intervenções e políticas que buscam manter os interesses comerciais e estratégicos americanos. O Corolário Roosevelt, uma extensão da Doutrina Monroe criada em 1904, autorizou intervenções diretas em países latino-americanos.

Trump afirmou que a dominância dos EUA no Hemisfério Ocidental será firme, e que sua administração está empenhada em garantir estabilidade na região, protegendo recursos energéticos considerados vitais. Essa abordagem marca um posicionamento de retomada da preeminência americana, mesmo com riscos de divergências internas dentro da coalizão do presidente.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.