A prisão de Nicolás Maduro por tropas americanas em Caracas gerou uma reação inicial moderada nos mercados globais. Os investidores avaliam que o impacto será limitado no curto prazo, apesar do aumento no risco geopolítico a médio prazo.
O preço do ouro subiu 2%, enquanto o petróleo manteve-se estável, com leve queda no barril Brent. Nos EUA, contratos futuros indicam otimismo leve, e a volatilidade do mercado permanece controlada abaixo dos patamares de novembro.
A situação coloca a América Latina como área de tensão geopolítica, mas os investidores ainda veem o evento como um choque pontual, sem alterações radicais no regime de Caracas. Pressões políticas e embargos podem influenciar o cenário futuro.
A reação inicial dos mercados ao sequestro de Nicolás Maduro pela tropas americanas em Caracas no último sábado foi moderada, com pouca movimentação expressiva nos preços dos ativos. Os investidores veem o evento como algo que terá impacto limitado no curto prazo, embora possa aumentar o risco geopolítico global a médio prazo.
O preço do ouro apresentou alta de 2% em Londres, chegando a US$ 4.419 por onça-troy, enquanto o petróleo, principal exportação da Venezuela responsável por 1% do fornecimento mundial, manteve-se estável. O contrato futuro de fevereiro do barril Brent teve pequena queda, cotado a US$ 60,70.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros dos principais índices acionários indicam ligeiro otimismo, e o índice de volatilidade VIX subiu 4,48%, mas permanece abaixo dos níveis registrados no fim de novembro. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) mantém a oferta elevada, o que evita alterações significativas nos preços do óleo.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, sinalizou que o embargo às exportações venezuelanas pode ser usado como pressão pelo novo governo local, enquanto a presidente interina Delcy Rodriguez adotou postura mais conciliatória, o que pode aliviar preocupações sobre a oferta de petróleo.
Esse acontecimento coloca a América Latina na lista de regiões com tensões geopolíticas, ao lado de áreas como Ucrânia e Taiwan, mas por ora os investidores interpretam o sequestro como um choque pontual, não como uma mudança radical do regime em Caracas.
Via Forbes Brasil