O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma inspeção no Banco Central com urgência para analisar documentos e decisões relacionadas à liquidação extrajudicial do Banco Master. A ação visa verificar o processo e o fluxo decisório entre 2019 e 2025 com foco na transparência e conformidade.
A inspeção também buscará registros da reunião entre o dono do Banco Master e representantes do Banco Central, além de avaliar a governança interna do BC para garantir que as decisões seguiram normas e foram proporcionais. O TCU quer entender todas as alternativas consideradas antes da liquidação.
A medida é inédita e reforça a fiscalização sobre processos de liquidação bancária no Brasil, promovendo maior transparência nas ações envolvendo instituições financeiras e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, em despacho assinado na segunda-feira (5), uma inspeção in loco no Banco Central para analisar o processo que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida busca verificar integralmente os documentos relacionados e o fluxo decisório da instituição, especialmente entre 2019 e 2025.
O pedido, assinado pelo ministro Jhonatan de Jesus, enfatiza a necessidade de acesso total à documentação em ambiente seguro, garantindo o sigilo legal. O objetivo é avaliar a motivação, coerência e proporcionalidade das decisões, além de alternativas consideradas menos gravosas antes da liquidação.
Também será investigada a existência de registros oficiais da reunião realizada em 17 de novembro do ano passado entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, e representantes do regulador. O TCU pretende reconstruir o cronograma das tratativas com envolvidos, incluindo ações do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e possíveis soluções privadas.
A inspeção visa entender ainda a governança interna do BC, detalhando instâncias decisórias, fluxos e registros de deliberação para assegurar que o procedimento seguiu normas e documentos apropriados. O despacho ainda não foi oficialmente entregue ao Banco Central, que é parte no processo.
Essa ação do TCU marca um passo incomum na supervisão dos bancos no Brasil e indica busca por maior transparência em processos de liquidação que envolvem instituições financeiras.
Via Money Times