Starlink vai reposicionar seus satélites para uma órbita mais próxima da Terra

Starlink muda órbita dos satélites para 480 km, reduzindo detritos e aumentando segurança espacial.
05/01/2026 às 16:44 | Atualizado há 1 semana
               
A constelação será reposicionada para uma órbita mais baixa, a 480 km, visando melhorar desempenho e eficiência. (Imagem/Reprodução: Super)

A Starlink anunciou que irá ajustar a órbita dos seus satélites, reduzindo a altitude de operação de 550 km para cerca de 480 km até 2026. Essa mudança será feita de forma gradual e em coordenação com outras empresas e o US Space Command, visando maior segurança orbital.

Com a nova altitude, o ciclo de vida dos satélites será alterado, permitindo que eles se desintegrarão na atmosfera em poucos dias após o fim da operação, reduzindo o tempo de permanência dos detritos espaciais. Além disso, o ajuste ajuda a evitar interferência com a constelação da Amazon, que atua em órbitas superiores.

O reposicionamento também é estratégico para enfrentar a concorrência no mercado de internet via satélite, com a Starlink planejando aumentar suas velocidades para até 1 Gbps e ampliando seus serviços, inclusive para uso militar por meio da rede Starshield.

O vice-presidente de engenharia da Starlink, Michael Nicolls, informou que a empresa realizará um ajuste na órbita de seus satélites. Atualmente a constelação opera a 550 km de altitude, mas em 2026 será reposicionada para cerca de 480 km. Essa movimentação será gradual e visa aumentar a segurança na órbita terrestre, em coordenação com outras empresas e o US Space Command.

Com essa mudança, os satélites da Starlink terão um ciclo de vida útil diferente. Após o fim da operação, entrarão em “decaimento balístico” e se desintegrarão na atmosfera em poucos dias, enquanto hoje esse processo pode levar mais de quatro anos. A altitude menor também significa menos congestionamento e menor quantidade de detritos espaciais.

Outro motivo para o reposicionamento é a concorrência crescente no serviço de internet via satélite. A Amazon prevê lançar 1.600 satélites do projeto Leo ainda este ano, com a meta de chegar a 3 mil até 2029. Essa constelação operará entre 590 km e 630 km, ficando afastada da órbita da Starlink, que evita assim possíveis interferências.

Enquanto isso, a Amazon já oferece testes do serviço nos EUA, com velocidades de até 1 Gbps. A Starlink pretende aumentar sua velocidade para esse patamar ao longo do ano.

Além de atender clientes comerciais, a Starlink também presta serviços militares com a rede Starshield, que deve contar com 480 satélites até o final do ano.

Via Super

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