Perdão de Trump a envolvidos no ataque ao Capitólio divide opiniões nos EUA

Apesar do perdão de Trump, muitos ligados ao ataque no Capitólio seguem insatisfeitos e presos a teorias da conspiração.
06/01/2026 às 11:22 | Atualizado há 7 dias
               
Descrição destaca a reincidência, pobreza, saúde mental e ressentimento entre invasores perdoados. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Nos primeiros dias do segundo mandato de Donald Trump, cerca de 1.600 pessoas envolvidas no ataque ao Capitólio foram anistiadas, encerrando processos criminais contra elas.

Apesar do perdão, muitos permanecem ligados a teorias da conspiração e criticam a falta de apoio do ex-presidente às suas convicções, especialmente sobre a fraude eleitoral.

Além disso, pedidos de reparação financeira e responsabilização enfrentam barreiras, enquanto a investigação das bombas caseiras antes do ataque amplia tensões dentro dos grupos envolvidos.

Nos primeiros momentos do segundo mandato, o então presidente Donald Trump concedeu anistia a quase 1.600 pessoas envolvidas no ataque ao Capitólio, ocorrido em 6 de janeiro de 2021, marcado por confrontos com policiais e a invasão do edifício. Essa medida encerrava processos criminais para esses indivíduos e reforçava a narrativa, propagada por Trump, de fraude eleitoral. No entanto, apesar do perdão, muitos beneficiados permanecem presos a teorias da conspiração que questionam os acontecimentos e criticam a falta de respaldo do próprio ex-presidente para suas convicções.

Uma controvérsia recente envolve a investigação das bombas caseiras deixadas nas sedes dos partidos Republicano e Democrata na véspera do ataque. Teorias divergentes circulam entre os envolvidos, incluindo suspeitas sobre agentes do governo e disputas sobre a identidade do responsável pela ação. Autoridades federais descartaram algumas dessas versões, enquanto outras ganharam atenção, ampliando a desconfiança e reforçando tensões internas no grupo.

Além disso, pedidos por reparação financeira e responsabilização dos chamados “deep state” permanecem, mas enfrentam barreiras legais e administrativas. Advogados ligados aos invasores tentam criar mecanismos semelhantes a programas de apoio a vítimas de ataques terroristas, porém relatam falta de interesse das autoridades, inclusive do próprio Trump, em avançar com essas reivindicações.

Cinco anos após o episódio, o impacto da revolta persiste, com seus participantes divididos entre gratidão pelo perdão e frustração diante da ausência de esclarecimentos e compensações. Os pleitos por justiça e a contestação de versões oficiais continuam influenciando o debate político em Washington e dentro do movimento que apoia Trump.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.