Tatuagens e o sistema imunológico: riscos das tintas usadas

Entenda os riscos das tintas de tatuagem para o sistema imunológico e saiba o que considerar antes de fazer uma.
06/01/2026 às 14:18 | Atualizado há 7 dias
               
A tinta da tatuagem pode causar riscos à saúde; ciência revela perigos e cuidados necessários. (Imagem/Reprodução: Super)

A aplicação de tatuagens envolve a introdução de pigmentos na pele, que podem conter toxinas como metais pesados e compostos orgânicos. Essas substâncias podem causar reações alérgicas, inflamação crônica e afetar o sistema imunológico.

Além disso, as partículas das tintas podem migrar para os gânglios linfáticos e interferir na resposta imunológica do corpo, o que levanta preocupações sobre possíveis efeitos a longo prazo. Também há riscos de infecções e reações adversas, especialmente se os procedimentos não forem realizados com higiene adequada.

Para pessoas com doenças autoimunes ou imunidade comprometida, esses riscos são ainda maiores. A crescente popularidade das tatuagens reforça a necessidade de pesquisas e regulamentações mais claras quanto à segurança dos pigmentos utilizados.

A prática da tatuagem envolve a injeção de pigmentos na pele que nem sempre são biologicamente inertes. As tintas usadas podem conter metais pesados, compostos orgânicos e impurezas inicialmente desenvolvidas para aplicações industriais, como tintas automotivas. Essas substâncias podem provocar reações alérgicas, inflamação crônica e até impacto no funcionamento do sistema imune.

Pesquisas indicam que as partículas de tinta não ficam apenas na derme, podendo migrar para os gânglios linfáticos, órgãos que coordenam respostas imunológicas. Esta presença prolongada levanta dúvidas sobre possíveis efeitos a longo prazo, incluindo redução da eficácia de vacinas, como a da COVID-19, devido a alterações na sinalização imune.

Embora não haja evidências claras ligando tatuagens a casos de câncer humano, compostos das tintas podem se degradar sob exposição ao sol ou remoção a laser, formando subprodutos tóxicos em laboratório. Tintas vermelhas e outras coloridas têm maior frequência de reações alérgicas e inflamatórias, às vezes surgindo anos após a aplicação.

Além disso, existe risco de infecções bacterianas e virais, como hepatite B e C, principalmente se os procedimentos não seguem normas de higiene adequadas. A falta de regulamentação rigorosa para os ingredientes das tintas dificulta a avaliação completa desses riscos.

Para quem tem doenças autoimunes ou sistema imunológico comprometido, essas questões podem ser ainda mais relevantes. Com o aumento da popularidade das tatuagens, cresce também a necessidade de pesquisas e regulamentações mais claras sobre a segurança das tintas e seus efeitos no corpo humano.

Via Super

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