Pesquisadores do Instituto Butantan identificaram pela primeira vez no Brasil um ácaro que parasita aranhas, encontrado em Pinheiral, Rio de Janeiro. As larvas formam um “colar de pérolas” ao redor do pescoço das aranhas, extraindo sua linfa.
Batizado como Araneothrombium brasiliensis, o ácaro parasita principalmente aranhas jovens de três famílias diferentes, fixando-se em uma área específica do corpo. Acredita-se que a fase adulta viva livre e predando pequenos insetos, dificultando seu estudo.
Este é o segundo registro de ácaros parasitas no país, indicando que o Brasil pode ter uma diversidade maior ainda pouco conhecida. Esta descoberta abre caminho para novas pesquisas sobre ácaros parasitas no território brasileiro.
Pesquisadores do Instituto Butantan identificaram pela primeira vez no Brasil um ácaro que parasita aranhas. Encontrado em Pinheiral, Rio de Janeiro, o parasita se apresenta na forma de pequenas larvas que formam um “colar de pérolas” ao redor do “pescoço” das aranhas, sugando a linfa, um fluido corporal desses aracnídeos.
Batizado de Araneothrombium brasiliensis, esse ácaro integra uma família antes conhecida apenas em espécies da Costa Rica. As larvas medem cerca de meio milímetro, parasitando principalmente aranhas jovens de três famílias diferentes, que são mais vulneráveis às condições de parasitismo. As larvas se fixam no pedicelo, a estrutura que conecta o cefalotórax ao abdômen, local ideal para extrair o líquido corporal.
Até o momento, os cientistas só conhecem o Araneothrombium brasiliensis na sua fase larval. Na vida adulta, acredita-se que esses ácaros abandonem o parasitismo e passem a viver de forma livre, predando pequenos insetos e outros ácaros no solo, o que dificulta seu encontro para estudo.
Este é o segundo registro de ácaros parasitas no país. O primeiro foi o Charletonia rocciai, descoberto em 1979 em Jaú, São Paulo. Pesquisadores sugerem que o Brasil tem potencial para novas descobertas dessa natureza, já que a diversidade de ácaros parasitas, possivelmente presentes em diferentes regiões neotropicais, ainda é pouco conhecida.
Via Super