A XP Investimentos aponta que o Brasil deverá ter um cenário econômico estável em 2026, com crescimento do PIB em torno de 2,3% e inflação em queda. O Banco Central deve começar a reduzir a taxa Selic gradualmente a partir de março, finalizando o ano em 12,50%.
No âmbito fiscal, espera-se relativa tranquilidade com deficit controlado e medidas para reforçar a arrecadação. Contudo, a XP alerta para riscos de crise fiscal e inflação crescente a partir de 2027, caso não ocorram reformas importantes.
Politicamente, as eleições de 2026 prometem mobilizar o país, com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e a popularidade do presidente Lula influenciando o cenário que deve permanecer indefinido até a votação.
A avaliação da XP Investimentos indica que o cenário econômico brasileiro deve se manter relativamente estável em 2026, mesmo diante de incertezas políticas e globais. A previsão aponta para um crescimento do PIB em torno de 2,3% em 2025, com a inflação apresentando queda acelerada, influenciada pela valorização do real e redução nos preços de alimentos e bens importados.
Com essa estabilidade, o Banco Central deve iniciar, a partir de março, um ciclo gradual de cortes na taxa Selic, estimando-se que ela termine o ano em 12,50% após cinco quedas consecutivas de 0,50 ponto percentual, com possível pausa para avaliação no segundo semestre.
Quanto à política fiscal, a expectativa é de relativa calma em 2026. Após cumprir as metas de 2025, apoiadas por receitas extraordinárias, a arrecadação deve receber reforço por meio da aprovação de novas medidas, com estimativa de déficit total em R$ 45,8 bilhões, o equivalente a 0,3% do PIB.
Entretanto, a XP adverte para a necessidade de ajustes nas despesas, pois o aumento nas despesas discricionárias pode elevar os gastos públicos. Sem reformas significativas, o banco prevê riscos de crise fiscal e maior inflação a partir de 2027, quando o crescimento do PIB também deve desacelerar para 1,2%, abaixo do potencial de 2%.
No campo político, as eleições de 2026 devem movimentar o cenário nacional, com destaque para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e a manutenção da popularidade do presidente Lula, cujas políticas públicas serão decisivas para a disputa que deve ficar indefinida até perto da votação.
Via InfoMoney