Goldman Sachs prevê preço do petróleo a US$ 55 mesmo sem aumento na produção da Venezuela

Goldman Sachs projeta queda do petróleo para US$ 55, com oferta excessiva e produção venezuelana incerta.
07/01/2026 às 18:42 | Atualizado há 2 dias
               
Goldman Sachs mantém pessimismo sobre petróleo, mesmo sem alta rápida da Venezuela. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

O banco Goldman Sachs projeta que o preço do barril de petróleo Brent deve cair para cerca de US$ 55 nos próximos meses. Essa previsão considera um cenário sem o aumento rápido da produção na Venezuela, devido ao excesso de oferta no mercado.

Os analistas do banco destacam que a retomada da produção venezuelana é incerta e pode demorar anos, além dos riscos geopolíticos atuais que pressionam os preços para baixo. Em caso de aumento da oferta de Venezuela e Rússia, o preço pode ficar em até US$ 50 entre o segundo e terceiro trimestre.

A projeção do Goldman é mais conservadora que a da Petrobras, que estima US$ 63 para este ano. A queda no preço pode afetar investimentos e dividendos da estatal brasileira. A expectativa é de recuperação dos preços a partir de 2027, com possibilidade de atingir US$ 70 por barril.

O banco americano Goldman Sachs adota uma visão pessimista sobre o mercado de petróleo, prevendo que o preço do barril Brent deve recuar para cerca de US$ 55 nos meses seguintes. Essa projeção considera um cenário-base sem o aumento rápido da produção na Venezuela, apontando o excesso de oferta como o principal motivo para a baixa.

Os analistas ressaltam que uma eventual retomada da indústria petrolífera venezuelana, mesmo após possíveis mudanças políticas, não é certa e pode levar anos para acontecer. Além disso, as condições geopolíticas atuais apresentam riscos que afetam os preços principalmente para baixo, conforme exposto em apresentação feita a investidores na Califórnia.

Em um cenário onde Venezuela e Rússia elevem a produção, talvez com alívio das sanções, a Goldman prevê que o Brent poderia chegar a US$ 50 entre o segundo e terceiro trimestre, caso os dois países adicionem até 1 milhão de barris à oferta global até 2027.

Essas perspectivas são mais conservadoras que as da Petrobras, que no seu Plano de Negócios para 2026-2030 assume um preço médio do Brent em US$ 63 este ano. A redução dos preços anunciada pela Goldman pode impactar os investimentos e dividendos da estatal brasileira.

No longo prazo, o banco espera uma recuperação nos preços a partir de 2027, com o Brent podendo iniciar o próximo ano próximo a US$ 60 e alcançar até US$ 70 por barril. Porém, um aumento inesperado da oferta, incluyendo produção venezuelana e russa, pode manter o valor do barril limitado a US$ 60.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.