A produção industrial no Brasil não apresentou variação em novembro, contrariando a previsão de leve aumento de 0,2%, segundo o IBGE. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de 1,2%, maior do que a esperada pelos economistas.
Apesar da estabilidade recente, o setor está 14,8% abaixo do pico de 2011, mas 2,4% acima do nível pré-pandemia. Alguns setores, como veículos automotores e produtos químicos, tiveram queda, enquanto farmacêuticos e metalurgia mostraram crescimento.
No acumulado anual, a produção cresceu 0,6%, mas a desaceleração preocupa. Setores como coque e derivados de petróleo influenciaram negativamente o desempenho, indicando desafios para a indústria brasileira.
A produção industrial no Brasil manteve-se estável em novembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação mensal, o índice não registrou variações, contrariando a expectativa de alta de 0,2%. Em relação a novembro do ano anterior, houve queda de 1,2%, maior do que o previsto pelos economistas, que estimavam uma redução de 0,1%.
Apesar da estabilidade recente, o setor industrial ainda se encontra 14,8% abaixo do pico atingido em maio de 2011, embora esteja 2,4% acima do nível pré-pandemia de fevereiro de 2020. O ano acumula um crescimento de 0,6%, e, em 12 meses, o aumento é de 0,7%, indicando desaceleração frente a meses anteriores.
Dentre os principais setores, as indústrias extrativas tiveram um recuo de 2,6%, devido à menor produção de óleos brutos, gás natural e minério de ferro. Outras áreas com desempenho negativo foram veículos automotores (-1,6%), produtos químicos (-1,2%), alimentos (-0,5%) e bebidas (-2,1%).
Por outro lado, os setores responsáveis por produtos farmoquímicos e farmacêuticos apresentaram alta significativa de 9,8%, enquanto metalurgia (1,8%), produtos de metal (2,7%) e máquinas e equipamentos (2,0%) também cresceram.
Ao analisar o resultado anual comparado a novembro anterior, três das quatro grandes categorias econômicas e mais da metade dos produtos pesquisados apresentaram recuo. Os setores de coque e derivados de petróleo (-9,2%) e veículos automotores (-7,0%) foram os que mais influenciaram esse desempenho negativo.
Via InfoMoney