Inflação na China bate recorde em 3 anos, mas deflação no setor produtivo persiste

Inflação na China atinge maior alta em 3 anos, mas deflação no atacado segue desafiando a economia.
09/01/2026 às 08:24 | Atualizado há 1 dia
               
Desequilíbrios econômicos de US$ 19 tri pioram apesar do crescimento previsto de 5% até 2025. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A inflação ao consumidor na China atingiu em dezembro o maior nível dos últimos três anos, com alta de 0,8% na comparação anual, impulsionada principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos. Este crescimento ocorre em meio ao clima quente e ao aumento da demanda, reflexo também das compras típicas de fim de ano.

Por outro lado, o setor produtivo enfrenta deflação contínua, com queda de 1,9% no índice de preços ao produtor em relação ao ano anterior. As autoridades chinesas seguem buscando estimular a economia para equilibrar oferta e demanda, com foco na elevação da renda e no incentivo ao consumo.

Mesmo com o aumento moderado nos preços ao consumidor, abaixo da meta oficial de 2%, a recuperação econômica ainda é cautelosa. O desafio permanece principalmente na indústria, onde pressões deflacionárias refletem questões globais, especialmente em commodities e políticas internas de controle de capacidade.

A inflação na China atingiu o maior nível em quase três anos em dezembro, apesar da persistente deflação nos preços ao produtor, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas. O índice de preços ao consumidor subiu 0,8% na comparação anual, um aumento em relação aos 0,7% de novembro, pressionado principalmente pelos alimentos, com destaque para a alta de 18,2% nos valores dos vegetais frescos e 6,9% na carne bovina.

Esse cenário reflete um clima quente e aumento na demanda, além das compras tradicionais de fim de ano, que influenciaram a elevação dos preços. Ao mesmo tempo, a deflação no atacado permanece, com o índice de preços ao produtor recuando 1,9% em relação ao ano anterior, apesar de uma leve desaceleração do ritmo em comparação a novembro.

Autoridades chinesas continuam empenhadas em estimular a economia e conter pressões deflacionárias. Elas buscam aumentar a renda da população para impulsionar o consumo e promover um equilíbrio melhor entre oferta e demanda. Mesmo com essas medidas, a demanda subjacente segue fraca, mantendo sinais de cautela na recuperação econômica.

O aumento moderado dos preços ao consumidor, ainda abaixo da meta de 2% definida pelo governo, sugere que mais estímulos monetários podem ser adotados este ano para reforçar a atividade econômica. No entanto, o desafio permanece especialmente no setor produtivo, onde a deflação dura mais de três anos, refletindo pressões sobre preços globais de commodities e políticas de controle de capacidade.

Esses dados mostram os contrastes da economia chinesa de US$ 19 trilhões, afetada por fatores internos e externos, principalmente a demanda ainda fraca do consumidor e os impactos comerciais globais.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.