Executivos do setor petrolífero dos Estados Unidos preparam-se para reunião na Casa Branca para debater investimentos bilionários na indústria de petróleo da Venezuela. O governo americano demonstra interesse em reconstruir o setor local, mas há incertezas sobre a estabilidade política e riscos fiscais que preocupam investidores.
Durante evento em Miami, representantes das maiores petroleiras americanas ressaltaram a necessidade de garantias para evitar perdas como nacionalizações anteriores. Empresas como Chevron mantêm presença, enquanto outras consideram os custos e riscos antes de investir.
O encontro conta com líderes governamentais e representantes das principais empresas do setor, visando aumentar a produção venezuelana e beneficiar tanto os investidores quanto a população local.
Executivos do setor petrolífero dos Estados Unidos se preparam para uma reunião na Casa Branca que discutirá planos de investimento na Venezuela. O secretário de Energia, Chris Wright, reafirmou a disposição das empresas em investir bilhões de dólares para reconstruir a indústria de petróleo local, após a saída de Nicolás Maduro do poder. Contudo, investidores demonstram cautela devido a dúvidas sobre estabilidade política e riscos fiscais.
Alguns participantes já questionam o custo e a viabilidade desses investimentos em um país com as maiores reservas petrolíferas do mundo. A confiança no governo interino, liderado por Delcy Rodriguez, também é um ponto de atenção. Segundo David Byrns, da American Century Investments, investidores buscam garantias para evitar riscos como a nacionalização que afetou ativos no passado.
Durante a conferência de energia da Goldman Sachs em Miami, representantes da Chevron e ConocoPhillips indicaram que não pretendem tomar decisões rápidas sobre a Venezuela. A Chevron mantém operações no país, enquanto Exxon e Conoco saíram há cerca de 20 anos, ainda com dívidas bilionárias relacionadas à nacionalização.
A reunião contará com a presença, além de Wright, do secretário de Estado Marco Rubio e de 17 grandes empresas, incluindo Exxon, Chevron, ConocoPhillips, Repsol, Vitol e Trafigura. O objetivo é incentivar investimentos para aumentar a produção petrolífera venezuelana.
O governo dos EUA espera que esses aportes beneficiem tanto empresas norte-americanas quanto a população venezuelana, segundo porta-voz da Casa Branca Taylor Rogers.
Via InfoMoney