O Ibovespa encerrou a semana com valorização de 1,76%, alcançando 163 mil pontos, enquanto o dólar caiu 1,10%, refletindo menor pressão cambial no país.
Cogna destacou-se com alta de 17,57%, liderando os ganhos, ao passo que C&A sofreu queda de 13,05%, influenciada pela revisão de seu lucro líquido.
O mercado permanece atento à decisão do STF sobre o Caso Master e à possível redução da taxa Selic, além das tensões geopolíticas que podem afetar o cenário econômico.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou 2026 em alta, encerrando a semana com valorização acumulada de 1,76%, alcançando 163 mil pontos. O dólar à vista caiu 1,10%, fechando a R$ 5,3658 na semana, refletindo menor pressão cambial.
No cenário doméstico, o destaque ficou com o Caso Master, que trouxe incertezas ao mercado financeiro. O Tribunal de Contas da União (TCU) indicou que a decisão sobre a reversão da liquidação do Banco Master não cabe ao tribunal, mas ao Supremo Tribunal Federal, com deliberação plenária marcada para 21 de janeiro. Recentemente, a inspeção do Banco Central sobre documentos do banco foi suspensa.
Em relação à inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou levemente em dezembro, registrando 0,33%, e fechou 2025 em 4,26%. Esse resultado está dentro da meta do Banco Central, que admite variação entre 1,5 ponto percentual acima ou abaixo de 3%. A inflação anual em 2025 foi a menor desde 2018.
A expectativa do mercado permanece sobre a possível redução da taxa Selic a partir de março, considerando a estabilidade dos dados inflacionários.
No âmbito internacional, as tensões geopolíticas ganharam força com a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e o presidente Donald Trump sinalizando investimentos bilionários no setor petrolífero local. Também foi intensificada a pressão dos EUA para controlar a Groenlândia, incluindo opções que envolvem ação militar.
Ibovespa teve ganhos significativos com papéis como Cogna, que subiu 17,57% na semana, enquanto C&A liderou as perdas com queda de 13,05% devido à revisão de lucro líquido.
Via Money Times