A Groenlândia é a maior ilha do mundo e possui vastas reservas de recursos naturais, incluindo lítio, elementos de terras raras e hidrocarbonetos comparáveis às reservas dos EUA. Sua riqueza mineral vem de uma história geológica de bilhões de anos, com depósitos de ouro, rubis e metais importantes para tecnologias modernas.
O derretimento da camada de gelo, acelerado pelas mudanças climáticas, revela essas reservas, criando um dilema entre explorar para a transição energética e preservar o meio ambiente. A extração enfrenta desafios ambientais e logísticos relevantes, e a política local regula a atividade mineradora.
O interesse internacional, como o dos Estados Unidos, pode pressionar por mudanças na exploração dos recursos. Minerais como disprósio e neodímio são estratégicos para energia renovável, mas a situação exige equilíbrio entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental.
A Groenlândia, a maior ilha do mundo, é destaque por sua vasta riqueza em recursos naturais, incluindo depósitos significativos de lítio e elementos de terras raras (ETRs). Esses elementos são essenciais para tecnologias verdes, como baterias e motores elétricos. A ilha ainda possui grandes reservas de hidrocarbonetos, incluindo petróleo e gás, estimadas em 31 bilhões de barris equivalentes na costa nordeste, número comparável às reservas dos Estados Unidos.
As reservas minerais da Groenlândia resultam de uma história geológica que ultrapassa quatro bilhões de anos, com formações que incluem rochas antigas e até pedaços de ferro nativo. A ilha passou por períodos variados, como extensão da crosta terrestre e atividade vulcânica, que contribuíram para depósitos de ouro, rubis, grafite e metais como chumbo, cobre, ferro e zinco.
Destaca-se também o potencial para a extração de ETRs raros como o disprósio e o neodímio, que podem suprir uma parte significativa da demanda mundial futura. Esses minerais têm papel importante em energia renovável e tecnologias de ponta, porém sua mineração enfrenta desafios ambientais e logísticos, especialmente sob a camada de gelo que cobre a maior parte da ilha.
O derretimento de gelo, acelerado pelas mudanças climáticas, expõe essas reservas, mas cria um dilema entre explorar os recursos para a transição energética e evitar impactos ambientais graves, como aumento do nível do mar e perda da paisagem natural. Atualmente, a exploração é regulada pelo governo da Groenlândia, mas o interesse internacional, especialmente dos EUA, pode pressionar por mudanças nessa política.
Via Folha de S.Paulo