Ciclo de crescimento dos tênis atinge pausa, dizem analistas do BofA

Análise do BofA indica que crescimento da venda de tênis desacelerou após quase 20 anos em alta.
11/01/2026 às 15:36 | Atualizado há 1 mês
               
A análise dividiu opiniões e gerou debates intensos durante a semana. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O mercado de tênis, que impulsionou o setor de artigos esportivos por quase duas décadas, começa a mostrar sinais de desaceleração. Analistas do Bank of America indicam que o crescimento acelerado mudou de ritmo desde meados de 2023, sinalizando uma pausa no ciclo de alta.

Especialistas afirmam que, apesar da estabilização, a popularidade dos tênis continua ligada ao conforto e bem-estar, com vendas ainda representando uma grande fatia do mercado. Contudo, a expectativa para os próximos anos é de expansão mais modesta, entre 4% e 5% ao ano.

Empresas do setor enfrentam desafios para se adaptar às novas preferências dos consumidores, refletidos na queda das ações de grandes marcas. O mercado pode retomar crescimento mais forte apenas a partir de 2027 em um cenário mais estável e menos intenso.

Durante quase 20 anos, o mercado de artigos esportivos cresceu impulsionado pela troca de sapatos sociais por tênis, usados em diversas situações sociais, incluindo trabalho e lazer. Marcas como Adidas, Nike e Puma tiraram proveito dessa tendência, enquanto outras, como Hoka e On Holding AG, ganharam espaço após a crise financeira.

No entanto, analistas do Bank of America, liderados por Thierry Cota, indicam que esse ciclo de alta está chegando a uma pausa. Após uma análise detalhada, eles apontam que o crescimento acelerado do segmento de tênis desacelerou significativamente desde meados de 2023, limitando as expectativas para os próximos anos.

Embora especialistas como Beth Goldstein, da Circana, afirmem que o mercado nos EUA ainda está em expansão, com quase 60% das vendas de calçados sendo tênis, o crescimento é mais modesto e o setor se estabilizou. A popularidade do calçado esportivo permanece ligada a uma mudança estrutural em direção ao conforto e bem-estar, que deve continuar.

A Adidas, por exemplo, viu suas ações caírem consideravelmente, indicando desafios financeiros e dificuldades em acompanhar as mudanças nos gostos dos consumidores. A perspectiva a curto prazo indica uma expansão anual mais lenta, em torno de 4% a 5%, bem abaixo da média de 9% observada nas últimas duas décadas.

Os analistas apontam que o ciclo de crescimento da indústria de tênis pode voltar a reviver apenas a partir de 2027, ou se estabelecer em um novo cenário de expansão mais lenta e estável para o setor.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.