Startup inova ao usar resíduos de coco na produção de plástico sustentável

Plástico de resíduos de coco: startup inova com solução sustentável e biodegradável, reduzindo impacto ambiental. Saiba mais!
14/03/2025 às 16:13 | Atualizado há 1 ano
               
Plástico de resíduos de coco
Inovação e regeneração no Brasil Preserva: juntos contra o descarte e o aquecimento global. (Imagem/Reprodução: Exame)

A Brasil Preserva, uma *cleantech* da economia circular, desenvolve Plástico de resíduos de coco. A iniciativa visa criar alternativas sustentáveis ao plástico tradicional, reduzindo o impacto ambiental do descarte de coco no Brasil. A fundadora, Marina Moterle, busca unir inovação e regeneração ambiental. O projeto promete soluções biodegradáveis a partir de matérias-primas descartadas.

Marina Moterle, desde jovem, demonstrava preocupação com o meio ambiente. Aos nove anos, desenhou um catador de recicláveis, ilustrando sua visão de “Reciclagem em ação”. Anos depois, redescobriu o desenho, reconhecendo-o como o início de sua jornada. Sempre reaproveitou materiais, transformando itens descartados em novos produtos.

Sua experiência em uma loja de shopping expôs a realidade do consumo inconsciente. Isso a impulsionou a resgatar seu propósito de infância, criando um brechó itinerante. Formada em Administração, com especialização em Marketing ESG e Branding Ativista, Marina trabalhou com marcas nacionais e internacionais. Suas viagens pelo mundo revelaram um problema global: o descarte incorreto de recicláveis, principalmente plástico.

Essa vivência consolidou seu caminho no empreendedorismo socioambiental. Marina uniu marketing, *branding*, ESG e inovação para gerar impacto positivo. Do descarte ao consumo, conectando produtores e consumidores, seu foco é a preservação da natureza. A Brasil Preserva trabalha em duas frentes para desenvolver Plástico de resíduos de coco.

A primeira solução, um polímero de coco e plástico reciclado, está em desenvolvimento com a Afinko, laboratório de análises. Em paralelo, a empresa colabora com a 4Feedstock para criar um polímero biodegradável. Este será produzido a partir do descarte de fibras de coco, valorizando resíduos. A ideia surgiu ao observar o acúmulo de cascas de coco na Bahia.

O Brasil é o quinto maior produtor mundial de coco, um mercado global bilionário. A Sociedade de Investigações Florestais (SIF) estima 2,65 milhões de toneladas de coco verde produzidas anualmente no país. A casca de coco leva até dez anos para se decompor, agravando a poluição e o aquecimento global. Este é um problema ambiental grave, principalmente em áreas urbanas e litorâneas. O acúmulo nos aterros sobrecarrega o sistema e a decomposição libera metano, um gás de efeito estufa.

Reciclar Plástico de resíduos de coco pode evitar mais CO₂ equivalente do que a reciclagem de plástico tradicional. A reciclagem do coco reduz entre 2,5 e 4 toneladas de CO₂ por tonelada reciclada contra 1,5 e 3 do plástico tradicional. Marina enfrentou resistência à inovação e dificuldades para obter investimentos. A construção de um ecossistema de inovação requer conexões, pesquisa e infraestrutura adequada. Apesar dos desafios, ela mantém o foco em integrar ciência, meio ambiente e economia.

A Brasil Preserva busca fortalecer a cadeia produtiva. Envolvendo catadores e produtores de coco, a empresa promove sustentabilidade e inclusão social. Marina incentiva mulheres empreendedoras na área, destacando a importância da perseverança e inovação. O medo, segundo ela, pode impulsionar a busca por novas soluções. A Brasil Preserva se destaca no cenário de inovação sustentável. A empresa alia tecnologia e responsabilidade ambiental, transformando resíduos em produtos biodegradáveis.

Via Exame

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.