Abimaq alerta para riscos do acordo Mercosul-União Europeia na indústria de transformação

Abimaq aponta riscos do acordo Mercosul-UE para a indústria de transformação no Brasil e destaca desafios para a competitividade do setor.
11/01/2026 às 16:42 | Atualizado há 7 horas
               
Descrição mostra conflito entre benefícios ao consumidor e agronegócio e desafios da indústria. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O presidente executivo da Abimaq, José Velloso, afirmou que o acordo entre Mercosul e União Europeia, apesar de beneficiar o agronegócio e o consumidor, representa riscos para a indústria de transformação brasileira.

Ele destacou que os custos altos de produção e um ambiente econômico desfavorável tornam difícil competir com os produtos europeus no mercado nacional. Velloso enfatiza a necessidade de reformas para melhorar a competitividade da indústria.

Para aproveitar os benefícios do acordo, o país precisa investir em melhorias econômicas e reduzir custos produtivos. Sem essas ações, a indústria pode ser prejudicada pela maior concorrência externa.

O presidente executivo da Abimaq, José Velloso, apontou que o acordo Mercosul-UE, previsto para assinatura no próximo sábado, oferece benefícios para o consumidor final e para o agronegócio brasileiro. No entanto, ele destaca que o pacto traz riscos para a indústria de transformação do país. Isso porque a abertura do mercado para concorrentes europeus pode tornar o cenário competitivo mais desafiador para a indústria nacional.

Segundo Velloso, o Brasil enfrenta custos elevados de produção, causados por impostos, juros altos e um ambiente de negócios pouco favorável. Essas condições dificultam a competitividade do setor industrial diante das vantagens do mercado europeu decorrentes do acordo. Para minimizar os impactos, o presidente da Abimaq defende que o país deve focar em corrigir essas deficiências e melhorar a situação macroeconômica.

Ele destaca que somente com esses ajustes a indústria de transformação terá condições de tirar proveito do acordo para acessar o mercado europeu de forma efetiva. Caso contrário, a entrada de produtos estrangeiros poderá prejudicar o setor, apesar dos ganhos observados no agronegócio e para os consumidores.

O acordo entre Mercosul e União Europeia abre novas possibilidades para o comércio, mas ressalta a necessidade de investimento interno para fortalecer a indústria brasileira e evitar que a iniciativa seja uma desvantagem competitiva. Melhorar o ambiente econômico e reduzir o custo produtivo são passos essenciais para que todos os setores aproveitem as oportunidades internacionais.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.