O Federal Reserve dos Estados Unidos poderá elevar a taxa de juros novamente em 2027, segundo a previsão do J.P. Morgan. O banco reverteu sua expectativa anterior, que previa cortes já em 2024, acompanhando outros grandes bancos que também adiaram divisões.
O mercado de trabalho americano permanece forte, com a taxa de desemprego em 4,4% e crescimento salarial robusto. Esses fatores indicam que o Fed deve manter os juros estáveis na próxima reunião e que a redução das taxas pode acontecer apenas a partir de meados de 2026.
O J.P. Morgan prevê especificamente um aumento de 25 pontos-base no terceiro trimestre de 2027. A instituição também destaca que o processo de desaceleração da inflação será gradual e que o mercado de trabalho deve apertar ainda mais neste ano.
O Federal Reserve dos Estados Unidos pode aumentar a taxa de juros novamente em 2027, segundo a previsão do J.P. Morgan, que reverteu sua expectativa anterior de cortes para 2024. Outros bancos como Barclays, Goldman Sachs e Morgan Stanley também adiaram suas projeções, sugerindo que reduções nos juros devem ocorrer apenas a partir de meados de 2026.
Os dados recentes mostram que o crescimento do emprego desacelerou em dezembro, contudo, a taxa de desemprego caiu para 4,4%, e os salários mantiveram um ritmo robusto. Esses fatores indicam que o mercado de trabalho americano permanece firme, o que fortalece a expectativa de que o Fed mantenha o custo do crédito estável na próxima reunião de janeiro.
De acordo com o J.P. Morgan, o Fed pode voltar a aumentar os juros em 25 pontos-base no terceiro trimestre de 2027. O banco prevê ainda que o processo de desaceleração da inflação será gradual, e o mercado de trabalho deve apertar até o segundo trimestre deste ano.
Especuladores colocam 95% de chance do Fed deixar a política monetária inalterada em janeiro, conforme dados da ferramenta CME FedWatch. O Goldman Sachs e Barclays, que antes previam cortes em março e junho, agora esperam as reduções para o segundo semestre de 2026 e final do ano.
Enquanto isso, a independência do banco central foi tema de tensão entre o presidente Donald Trump e o chair Jerome Powell, após ameaças legais do governo a Powell, que ele classificou como tentativa de influenciar a política de juros.
Via InfoMoney