J.P. Morgan prevê aumento da taxa de juros do Fed nos EUA para 2027

J.P. Morgan projeta que o Fed aumentará os juros nos EUA apenas em 2027, adiando cortes esperados para antes.
12/01/2026 às 10:42 | Atualizado há 9 horas
               
Barclays e Goldman Sachs postergam cortes de taxas devido a mercado de trabalho forte. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O Federal Reserve dos Estados Unidos poderá elevar a taxa de juros novamente em 2027, segundo a previsão do J.P. Morgan. O banco reverteu sua expectativa anterior, que previa cortes já em 2024, acompanhando outros grandes bancos que também adiaram divisões.

O mercado de trabalho americano permanece forte, com a taxa de desemprego em 4,4% e crescimento salarial robusto. Esses fatores indicam que o Fed deve manter os juros estáveis na próxima reunião e que a redução das taxas pode acontecer apenas a partir de meados de 2026.

O J.P. Morgan prevê especificamente um aumento de 25 pontos-base no terceiro trimestre de 2027. A instituição também destaca que o processo de desaceleração da inflação será gradual e que o mercado de trabalho deve apertar ainda mais neste ano.

O Federal Reserve dos Estados Unidos pode aumentar a taxa de juros novamente em 2027, segundo a previsão do J.P. Morgan, que reverteu sua expectativa anterior de cortes para 2024. Outros bancos como Barclays, Goldman Sachs e Morgan Stanley também adiaram suas projeções, sugerindo que reduções nos juros devem ocorrer apenas a partir de meados de 2026.

Os dados recentes mostram que o crescimento do emprego desacelerou em dezembro, contudo, a taxa de desemprego caiu para 4,4%, e os salários mantiveram um ritmo robusto. Esses fatores indicam que o mercado de trabalho americano permanece firme, o que fortalece a expectativa de que o Fed mantenha o custo do crédito estável na próxima reunião de janeiro.

De acordo com o J.P. Morgan, o Fed pode voltar a aumentar os juros em 25 pontos-base no terceiro trimestre de 2027. O banco prevê ainda que o processo de desaceleração da inflação será gradual, e o mercado de trabalho deve apertar até o segundo trimestre deste ano.

Especuladores colocam 95% de chance do Fed deixar a política monetária inalterada em janeiro, conforme dados da ferramenta CME FedWatch. O Goldman Sachs e Barclays, que antes previam cortes em março e junho, agora esperam as reduções para o segundo semestre de 2026 e final do ano.

Enquanto isso, a independência do banco central foi tema de tensão entre o presidente Donald Trump e o chair Jerome Powell, após ameaças legais do governo a Powell, que ele classificou como tentativa de influenciar a política de juros.

Via InfoMoney

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