O J.P. Morgan atualizou suas projeções e estima que o Federal Reserve só aumentará a taxa de juros em 2027. Barclays e Goldman Sachs também revisaram suas expectativas, adiando cortes para o meio de 2026. A decisão reflete um mercado de trabalho americano mais robusto do que o previsto.
Apesar da desaceleração na criação de empregos, a taxa de desemprego caiu para 4,4%, e os salários continuam crescendo, indicando um cenário menos negativo para a economia. Essas condições reforçam a perspectiva de juros estáveis pelo Fed no curto prazo.
Outras instituições financeiras, como Morgan Stanley, Wells Fargo e BofA Global Research, têm visões diversas sobre o momento dos cortes. A situação política e as pressões sobre o Federal Reserve também influenciam as expectativas do mercado.
O J.P Morgan ajustou suas projeções sobre a política monetária dos Estados Unidos, prevendo que o Federal Reserve aumentará a taxa de juros apenas em 2027. Bancos como o Barclays e o Goldman Sachs também revisaram suas expectativas, adiando os cortes para o meio de 2026, o que reflete dados recentes que indicam um mercado de trabalho mais resistente.
Apesar da desaceleração na criação de empregos em dezembro, a taxa de desemprego caiu para 4,4%, e os salários tiveram crescimento sólido. Esses fatores indicam que a situação do emprego não está piorando tão rápido quanto se imaginava, o que reforça a expectativa de que o Fed manterá os juros estáveis na próxima reunião de janeiro. Segundo o J.P Morgan, caso o mercado de trabalho enfraqueça ou a inflação caia significativamente, os cortes ainda podem ocorrer neste ano.
A ferramenta CME FedWatch mostra 95% de chance do Fed deixar os juros sem alteração em janeiro. O Goldman Sachs e o Barclays agora veem os cortes acontecendo em setembro e dezembro, respectivamente, após quedas previstas para junho. O Morgan Stanley também mudou suas projeções, esperando cortes para junho e setembro em vez de janeiro e abril.
Por outro lado, Wells Fargo e BofA Global Research mantêm suas apostas em cortes mais cedo, em março/junho e junho/julho. A disputa entre o presidente Donald Trump e o chair do Fed, Jerome Powell, intensificou-se, com alegações de pressão sobre a independência do banco central.
Via Forbes Brasil