Infraestrutura Global de Data Centers Deve Movimentar US$ 3 Trilhões Até 2030

Infraestrutura global de data centers vai movimentar US$ 3 trilhões até 2030, impulsionada por IA e computação em nuvem.
13/01/2026 às 06:22 | Atualizado há 5 horas
               
A infraestrutura digital cresce globalmente impulsionada por IA, nuvem e grandes contratos. (Imagem/Reprodução: Forbes)

A infraestrutura global de data centers está projetada para movimentar cerca de US$ 3 trilhões até 2030, impulsionada pelo crescimento da inteligência artificial, nuvem e digitalização dos serviços. A construção física representa uma parcela significativa desse investimento, envolvendo obras civis e equipamentos.

Grandes empresas como Microsoft, Amazon e Google já assumiram contratos relevantes, garantindo parte do mercado e aumentando a dependência desses operadores. A expansão do setor também atrai investimentos diversificados, inclusive de bancos e fundos institucionais.

Os desafios incluem o aumento dos custos e o consumo elevado de eletricidade pelos centros de dados. Regionalmente, o crescimento se apresenta de forma desigual, com destaque para São Paulo como um hub importante na América Latina, beneficiado por incentivos locais e um mercado aquecido.

A infraestrutura global de data centers está prestes a movimentar cerca de US$ 3 trilhões (R$ 16,11 trilhões) até 2030, segundo levantamento da Moody’s Ratings. Esse investimento expressivo é impulsionado pelo crescimento da inteligência artificial, computação em nuvem e digitalização dos serviços em escala mundial.

Entre os valores previstos, a construção física dos centros deve representar entre US$ 700 bilhões e US$ 1 trilhão, cerca de um terço do total, englobando obras civis e sistemas. O restante será destinado a equipamentos e infraestrutura operacional. Empresas como Microsoft, Amazon, Google, Oracle e Meta já garantiram contratos significativos, reduzindo riscos de vacância mas aumentando a dependência desses grandes operadores.

O setor também tem captado investimentos diversificados, envolvendo bancos tradicionais, fundos institucionais e crédito privado, até na fase de construção dos data centers. Grandes provedores de nuvem investiram US$ 400 bilhões em 2025, com previsão de US$ 600 bilhões para 2027, refletindo a intensa expansão da capacidade.

Os desafios incluem o aumento dos custos de construção e operação, devido à alta demanda por mão de obra e equipamentos especializados. A Moody’s aponta que o consumo de eletricidade dos data centers pode alcançar 600 terawatts/hora em 2026, 14% acima do ano anterior.

A expansão ocorre de modo desigual: nos EUA, crescimento industrial; na Ásia e Pacífico, rapidez motivada por custos baixos; na Europa, avanço seletivo; e na América Latina, mercado maduro e aquecido, com destaque para São Paulo, visto como hub importante. No Brasil, incentivos como o regime ReData facilitam investimentos, embora temas regulatórios de IA complexifiquem o cenário.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.