Micron foca em memórias RAM para empresas e encerra vendas pela Crucial

Micron prioriza memórias RAM para data centers e suspende operações da Crucial no mercado consumidor.
13/01/2026 às 09:22 | Atualizado há 5 horas
               
VP de Marketing da Micron diz que público pode estar enganado sobre a atuação da empresa. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

A Micron anunciou que vai concentrar seus esforços no desenvolvimento de memórias RAM para o setor empresarial, especialmente para data centers e inteligência artificial. A empresa suspendeu as vendas voltadas ao consumidor final por meio da Crucial, sua subsidiária conhecida no mercado doméstico.

Essa mudança está ligada à alta demanda e margens financeiras maiores no segmento corporativo, que agora representa até 60% dos negócios da companhia. Os chips para servidores e IA terão prioridade, afetando a oferta para PCs e celulares convencionais.

Embora a Micron continue fornecendo chips para consumidores via parcerias com fabricantes como Dell e Asus, o foco principal está no mercado B2B. Investimentos bilionários em novas fábricas só terão impacto após 2028, o que pode manter a escassez de memória RAM para o público geral.

A Micron informou que está mudando seu foco para o mercado empresarial de memórias RAM, especialmente para inteligência artificial, mas segue fornecendo chips de alta performance para consumidores por meio de parcerias como Dell e Asus. O vice-presidente Christopher Moore destacou que a saída da marca Crucial do mercado consumidor criou uma lacuna, mas que a estratégia é atender diretamente às necessidades de data centers.

A empresa passou a priorizar a produção de chips para servidores de IA, que apresentam margens financeiras superiores aos módulos vendidos para usuários finais. Essa decisão levou à suspensão das operações da Crucial, sua subsidiária mais conhecida no segmento consumidor, para liberar capacidade à demanda corporativa. Moore ressaltou que a Micron está em negociação com diversas fabricantes de computadores, sinalizando uma transição do modelo B2C para B2B.

O investimento planejado pela Micron inclui até R$ 540 bilhões em novas fábricas em Idaho e Nova York, que só impactarão efetivamente o mercado após 2028. Isso indica que a escassez de chips de RAM deve se manter, influenciando o custo de PCs e celulares por um período prolongado. Moore reforçou que a parcela dos negócios direcionados a empresas e data centers saltou de 30% para até 60% do mercado total, o que eleva a necessidade por memória e dificulta a reposição dos estoques.

Assim, a Micron justifica seu reposicionamento focado em clientes empresariais como resposta à expansão dos serviços de IA, que demandam memória rápida e em larga escala. Consumidores domésticos continuarão a ter acesso a chips da companhia, embora de forma indireta, enquanto o atendimento direto se concentra em contratos para uso corporativo.

Via TecMundo

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.