Uma anã branca localizada a cerca de 730 anos-luz da Terra, na constelação de Auriga, criou uma rara onda de choque colorida ao se mover pelo espaço. Essa estrela compacta está gravitando junto com uma anã vermelha, que orbita em torno dela a cada 80 minutos.
O estudo feito com o Very Large Telescope no Chile revelou que a onda de choque mostra diferentes cores, indicando elementos como hidrogênio, nitrogênio e oxigênio. A força gravitacional entre as estrelas gera esse fenômeno, que dura cerca de 1.000 anos.
Essa descoberta ajuda a entender melhor como estrelas anãs interagem com o ambiente ao seu redor. Mostra também que o espaço é dinâmico, com processos energéticos estáveis e duradouros.
Anã branca localizada a cerca de 730 anos-luz da Terra, na constelação de Auriga, criou uma onda de choque colorida ao se mover pelo espaço, fenômeno raro que intriga os astrônomos. Essa estrela compacta está vinculada gravitacionalmente a uma anã vermelha, companheira que orbita a cada 80 minutos a uma distância aproximada entre a Terra e a Lua.
O sistema binário, estudado com o instrumento MUSE no Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul no Chile, revelou uma onda de proa visível em várias cores. Essa onda ocorre quando o material emitido pela anã branca colide com o gás interestelar, aquecendo-o e comprimindo-o.
As cores na onda indicam elementos específicos: o vermelho representa hidrogênio, o verde nitrogênio e o azul oxigênio. Diferente de outras anãs brancas, que geram ondas de choque em discos de gás sugados de seus parceiros, esta não possui tal disco e libera o gás por motivos ainda desconhecidos.
A anã branca, com massa próxima à do Sol, é ligeiramente maior que a Terra. A força gravitacional dela suga o gás da anã vermelha, conduzindo-o até seus polos magnéticos, o que gera radiação, mas não explica o fluxo necessário para a onda de choque observada.
Segundo os pesquisadores, o impacto dessa onda já dura cerca de 1.000 anos, indicando um processo estável e duradouro. Além de revelar comportamentos pouco compreendidos desses corpos estelares, a observação destaca que o espaço é dinâmico, repleto de movimentos e interações energéticas.
Via Folha de S.Paulo