Elon Musk começou a oferecer gratuitamente o serviço de internet da Starlink no Irã, onde o governo bloqueou o acesso para tentar conter protestos. Essa iniciativa ajuda iranianos a se manterem conectados apesar das restrições.
O Irã enfrenta protestos motivados por questões econômicas e políticas, com bloqueios de até 90% na internet. A Starlink, rede de satélites da SpaceX, tem sido usada para manter o acesso à rede nesses momentos críticos.
Essa ação reforça o papel da Starlink como alternativa de internet em áreas com restrições severas, após serviços semelhantes terem sido oferecidos em conflitos na Ucrânia e na Venezuela.
O bilionário Elon Musk passou a oferecer gratuitamente o serviço de internet da Starlink no Irã, como informou a Bloomberg. A ação ocorre enquanto o governo iraniano bloqueia o acesso à internet para controlar os protestos que já deixaram cerca de 2 mil mortos. A iniciativa foi confirmada por fontes ligadas à empresa e por Ahmad Ahmadian, diretor do grupo Holistic Resilience, que apoia iranianos no acesso à rede.
A Starlink é uma divisão da SpaceX, empresa espacial de Musk, responsável por criar uma rede de satélites para conectar regiões com pouca infraestrutura. No Irã, a conexão via satélite tem sido usada para driblar as restrições impostas pelo governo, que derrubou o tráfego da internet em até 90% em dias recentes, segundo dados da Cloudflare.
As manifestações começaram em Teerã, capital do país, motivadas por questões econômicas como a desvalorização do rial e dificuldades geradas por sanções internacionais, além da recuperação da guerra contra Israel em junho. Com o bloqueio da internet, a Starlink se tornou uma alternativa para manter iranianos conectados e informados.
Essa não é a primeira vez que Musk utiliza a rede para questões geopolíticas: o serviço também foi disponibilizado gratuitamente na Ucrânia desde o início do conflito com a Rússia e, recentemente, para cidadãos venezuelanos durante tensões políticas.
A SpaceX não comentou oficialmente a oferta de internet gratuita no Irã, mas a ação reforça o papel da Starlink em fornecer acesso em áreas com restrições severas.
Via G1 Tecnologia